Nesta terça-feira, às 9h, ocorre finalmente ocorrerá o julgamento da apelação interposta por Paulo César de Araújo a favor da liberação do livro Roberto Carlos em Detalhes, biografia não-autorizada de Roberto Carlos, lançada em 2006 e proibida pelo cantor.

O ato acontecerá em sessāo pública na sala 232, lâmina III, Sala de Sessões da 18ª Camara Cível do Rio de Janeiro no Forum Central, que fica na Rua Dom Manuel, 37, Centro.

O livro, que Roberto confessou não ter lido, foi sustado pelo rei, sob a alegação de que teria invadido sua privacidade. Em janeiro de 2007, Roberto entrou na justiça contra Paulo César e em fevereiro, o cantor conseguiu o direito de impedir a publicação e a comercialização da biografia. Os exemplares à disposição nas lojas foram recolhidos. Mas o livro, em formatos como pdf e word, passou a ser disponibilizado pelos fãs e leitores na internet.

No último domingo, o livro de Paulo Cesar foi defendido pelo próprio historiador, além do escritor Denilson Monteiro (autor da biografia Dez! Nota dez!, sobre a vida de Carlos Imperial) e do pesquisador de MPB Ricardo Cravo Albin, em artigos da seção Sociedade Aberta, do Jornal do Brasil.

O lançamento recente da biografia Roberto Carlos, do jornalista Oscar Pilagallo, fez com que Araújo escrevesse que há necessidade da existência de mais livros sobre o cantor. Também defendeu-se das acusações de que teria invadido a privacidade do ídolo.

“A verdade é oposta aos argumentos dos advogados de Roberto. Para comprová-la basta a ir a uma coletiva do artista. A maioria das perguntas é sobre sua intimidade. E ele sempre responde tudo com muito bom humor. Mais: nas músicas, ele sempre falou de sua vida privada, da relação com o pai, com a mãe, com as mulheres. Sua obra é biográfica”, diz o escritor.

Já Monteiro e Albin pedem a volta do livro de Paulo César Araújo às livrarias, baseados no fato de que não houve proibição ao livro de Pilagallo. “Nós fãs, gostaríamos de saber como nasceram suas canções, os caminhos que teve que trilhar para chegar onde chegou, seus sonhos, tristezas e alegrias”, escreveu Monteiro. “Que o Rei da música popular brasileira libere o excelente livro escrito por Paulo César Araújo. E ponha um ponto final em todo esse imbróglio. No qual biógrafo e biografado só perderam”, sentenciou Cravo Albin.

 

JB Online

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