Por pbagora.com.br

Foi a palavra de ordem de Fred Mercury em We Will Rock You que chamou os irmãos Kevin, Nick e Joe ao palco montado no Estádio do Morumbi, em São Paulo, na noite de domingo. Provavelmente, 90% da plateia – a maioria meninas adolescentes – não fazia a mínima ideia do que foi o Queen, mas o recado acabou prontamente acolhido. Se era para balançar, os Jonas Brothers balançaram.

 

“Foi perfeito, o melhor show da minha vida”, vibrou Isabela Kimura, de 12 anos, ainda em êxtase um minuto após a banda deixar o palco, às 21 horas em ponto. Foi a primeira vez dela na plateia de um show internacional, daí a afirmação “o melhor da vida” soar tão doce e até generosa com os irmãos. À plateia carinhosa (e beirando a histeria), o grupo devolveu uma apresentação impecável e dotada de todos clichês do pop rock – o arrastar do pedestal do microfone, os beijos soprados às meninas da primeira fila, o líder enrolado na bandeira do Brasil…

 

Como os fenômenos adolescentes anteriores, Hannah Montana e High School Musical, os Jonas Brothers levam a marca da Disney, o que significa, na prática, uma divulgação planetária, extrema competência na execução do show e um controle de conduta, que garante a aprovação dos pais. Tirando a parte do código de conduta, não é nada diferente de todos os outros megashows internacionais, de Rolling Stones a Madonna. O que chama a atenção é ver esse tipo de superprodução voltada para crianças.

 

Acompanhados de oito músicos, os Jonas começaram a apresentação com apenas cinco minutos de atraso, emendando uma meia dúzia de músicas. Depois de algumas frases pontuais em português – “e aí, galeraaaa?” -, vieram muitos rodopios com guitarra, cambalhotas mil e uma troca frenética de instrumentos. Os meninos pareciam querer esfregar sua eficiência o tempo todo na cara do público. Nick, o mais virtuoso, tocou guitarra, violão, bateria e piano, como quem diz ?não somos só rostinhos bonitos?. Mas os rostinhos são bonitinhos, sim. Em certo momento, Joe tirou a jaqueta (preta, de couro, lógico) e o Morumbi quase veio abaixo.

Estadão

 

 

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