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Filme francês continua em cartaz no cine-teatro Bangüê

‘A Bela Junie’, do prestigiado diretor Christophe Honoré, é inspirado no
clássico ‘La Princesse de Clèves’, de Madame de La Fayette, considerado um
dos primeiros romances psicológicos da literatura ocidental *

* *

Atraindo um bom público ao cine-teatro Bangüê, no Espaço Cultural José Lins
do Rego, em João Pessoa, o longa ‘A Bela Junie’ (La Belle Personne, França,
2008) segue em cartaz neste fim de semana, com sessões de sexta a domingo,
sempre às 18h30 e 20h30. O filme é a mais recente produção do cultuado
diretor francês Christophe Honoré, o nome por trás dos elogiados ‘Em Paris’
(2006) e ‘Canções de Amor’ (2007). Os ingressos custam R$ 6 (inteira) e R$ 3
(estudante) e a classificação indicativa do filme é de 14 anos.

 

Junie (Léa Seydoux) é uma garota de 16 anos que muda de escola após a morte
de sua mãe e logo se enturma com os novos colegas. Sua beleza chama a
atenção dos rapazes e ela começa a namorar um deles, Otto (Grégoire
Leprince-Ringuet), antes de se dar conta de que está apaixonada pelo
professor de italiano, Nemours (Louis Garrel).

 

A Bela Junie foi livremente inspirado em ‘La Princesse de Clèves’, escrito
por Madame de La Fayette no século 17. O livro é considerado um dos
primeiros romances psicológicos da literatura ocidental. Christophe Honoré
diz que se trata mais de uma “proposta de leitura” do que propriamente de
uma adaptação, assim como fez em ‘Ma Mère’ (2004). Para o diretor, não
existe um romance no cinema (francês), o que há é um cineasta que o leu. “O
próprio cinema é uma leitura”, diz.

 

Nesse contexto, ‘A Bela Junie’ é o resultado de um antigo desejo do diretor
de filmar a adolescência. Embora esse tipo de filme inspire o tratamento da
própria adolescência, Honoré realizou um filme sobre os adolescentes de
hoje, guardando uma certa distância inevitável pelo próprio mistério que se
impõe sobre eles.

 

O diretor quis registrar a maneira dessa juventude de estar num mundo que os
agride, que os considera mais ou menos como inimigos, ora selvagens, ora
“filhinhos de mamãe”, ao mesmo tempo em que também representam os cânones da
beleza contemporânea.

 

Quis filmá-los pelo que são e confrontá-los ao que sempre “enfraqueceu” a
juventude, o amor e a beleza. Por esse motivo, percebeu a atemporalidade da
história de Madame de La Fayette e que a adolescência combina com o romance
“La Princesse de Clèves”. A corte do livro se transformou no colégio, e “as
belas pessoas” desta corte, são os adolescentes de nossos dias.

 

*Serviço*

 

*A Bela Junie* (La Belle Personne, França 2008). *Sinopse*: Adolescente
muda de escola no ano em que sua mãe morre. Sua beleza desperta a atenção
dos garotos da escola e ela até começa a namorar um deles. Mas, na verdade,
ela está mesmo apaixonada é pelo professor de italiano. *Gênero*: Drama. *
Direção:* Christophe Honoré. *Duração:* 90 minutos. *No Bangüê*, sexta,
sábado e domingo, às 18h30 e 20h30. *Ingressos*: R$ 6 (inteira), R$ 3
(estudante). *Classificação indicativa*: 14 anos.

 

Secom

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