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Festival do Rio tem sessão de filme interativo

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Um jovem casal decide passar uns dias em uma fazenda no interior de Goiás. Quando encontram um filhote de porco na gruta do terreno, um deles passa a se comportar de forma estranha, como se tivesse sido possuído por alguma entidade. A trama de “A gruta”, que será exibido no Espaço de Cinema 2 nesta sexta (2), às 16h45 e 23h, no Festival do Rio, lembra um típico filme B de suspense, com uma única diferença: o público pode interferir na história em tempo real. Quem explica é o produtor e diretor de fotografia Érico Cazarré.

“Cada espectador receberá uma espécie de controle remoto antes do início da sessão. Durante a exibição do filme, alguns menus, que chamamos de ‘ponto de interação’, vão aparecer no canto superior direito da tela. A votação é aberta por cerca de 30 segundos. Três, quatro ou cinco opções serão listadas. Em seguida, o resultado é exibido, e o filme prossegue de acordo com a escolha da maior parte da plateia”, diz Cazarré.

 

O produtor conta que 11 finais diferentes foram filmados e que, de acordo com o rumo da história, até 30 pontos de interação podem surgir durante a exibição. “Isso pode deixar o filme com duração entre 5 e 40 minutos. Se, por acaso, o filme terminar muito rápido, a sessão vai recomeçar para que exista uma nova chance de a história se desenvolver por mais tempo”, disse.

 

 

Inspiração em livros-jogos e RPG

Segundo Cazarré, a ideia de um filme interativo surgiu a partir do gosto do diretor e roteirista Filipe Gontijo por histórias de RPG e livros-jogos, muito populares na década de 1980 — no Brasil, a Ediouro editou as séries “Escolha sua aventura” e “E agora você decide” no mesmo estilo.

“A grande diferença é que, nos livros, você tomava as decisões sozinho. No cinema, são várias pessoas escolhendo o destino dos personagens ao mesmo tempo. E isso provoca uma reação muito bacana da plateia. Os espectadores gritam, se agitam, tentam influenciar os outros. As manifestações são muito mais intensas”, conta.

 

Se depender da vontade de Cazarré, um novo “filme-jogo” será produzido, talvez com um outro formato. “Seria um projeto um pouco maior, um longa-metragem. Achamos que a ideia é comercialmente viável”.

 

Filmado em uma fazenda em Planaltina, interior do Distrito Federal, “A gruta” vai virar DVD, como adiantou o diretor Filipe Gontijo. “Além disso, queremos uma versão do filme disponível para download na internet”, conclui.

 

Da Redação

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