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Elba Ramalho completa 70 anos; relembre história da artista

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A força da mulher nordestina. Uma das expressões da cultura nordestina, a cantora, paraibana de Conceição do Piancó, está completando 70 anos nesta terça-feira (17). Cantora, compositora, atriz e instrumentista, Elba reúne ao longo dos mais de 40 anos de carreira grandes sucessos em diversos ritmos como frevo, forró, xote e baião.

Elba nasceu em Conceição, município do Sertão paraibano, em 1951. Menos de 20 anos depois, subiu ao palco pela primeira vez e o reconheceu como seu lugar de fala. Desde então, se consolidou como sinônimo de Nordeste, de Paraíba e de inspiração para gerações guiadas pela obra que ela edificou.

Ao conquistar espaço e abrir caminhos no ramo musical para outras artistas do mesmo estado e região, ela se tornou e ainda é uma inspiração para diferentes gerações.

Nascidas em épocas e realidades diferentes, as cantoras paraibanas reconhecem em Elba Ramalho um norte. Não só bebem da mesma fonte musical, mas também comungam de uma bandeira igual: a cultura nordestina.

Ao longo de mais de 40 anos de trajetória, Elba mantém o pique de sonoridades que passam pelo baião, xote, forró, MPB, frevo e maracatu, compondo ainda trilhas sonoras de novelas e “Grandes Encontros” como cantora, compositora e ardente defensora da musicalidade nordestina.

“Eu me orgulho da minha trajetória, costumo dizer que construí um castelo com as pedras que encontrei pelo caminho. É claro que me equivoquei muito, mas faz parte da vida, do aprendizado. Viver é um desafio diário e procurar ser uma pessoa melhor a cada dia é um esforço infinito”, afirmou.

A carreira artística de Elba é marcada por sucessos e um contato permanente com o seu público. Elba canta o Nordeste. O seu canto é expressão dos costumes, tradições e das raízes da região.

Com 39 álbuns gravados e em processo de reinvenção contínua desde os primeiros passos nos idos anos de 1970, Elba segue essencial por entre folguedos tradicionais do Nordeste e palcos solos ou divididos, e como se por ali estivesse pela primeira vez, valida o elo que mantém com a música e seu público. 

Discípula e admiradora de Luiz Gonzaga, ela saiu de Campina Grande, onde viveu a infância para brilhar nos palcos do Brasil, e construiu uma história rica em cultura e arte, com pelo menos 957 gravações com artistas como Dominguinhos, Nando Cordel, entre outros.

Vencedora de dois prêmios Grammy Latino, a artista paraibana representa a música brasileira em sua diversidade, alegria e excelência.

Tomada como sempre pela fé, desde o início da pandemia Elba faz o terço da misericórdia diariamente às 15h em seu Instagram, “Arrisco dizer que a minha fé que me sustentou e que me sustenta em meio a tantas adversidades”, conta ela que deve retomar projetos com o Padre Fábio de Melo, impossibilitados pela pandemia, além de celebrar em disco ao lado de Fagner o repertório do Rei do Baião.

Elba Maria Nunes Ramalho nasceu no município paraibano de Conceição, no dia 17 de agosto de 1951. Nos últimos cinco anos, a maior parte de seus rendimentos em direitos autorais pela execução pública de suas músicas foi proveniente dos segmentos de TV e Rádio, que correspondem a mais de 80% do que foi destinado a ela. A artista recebe seus direitos autorais por meio da União Brasileira de Compositores (UBC), associação de música que a representa.

“Elba é o vento do Nordeste, um sopro forte de raízes de brasilidade. É sinônimo de festa e de baladas de aconchego”, disse Marcelo Castello Branco, diretor executivo da UBC.

Homenagem

Como forma de homenagear a “rainha” o Faixa Musical celebra o aniversário de 70 anos de Elba Ramalho em uma edição especial nesta semana. Às 7h, no Rádio Sociedade, Glaucia Araújo conta como foi o início da trajetória da cantora, que hoje carrega a marca de mais de 10 milhões de discos vendidos.

Em clima de comemoração, o episódio exibe a faixa “Sabiá”, sucesso na interpretação de Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Alceu Valença e Zé Ramalho. O Faixa Musical tem apresentação de Glaucia Araújo e roteiro e edição de Marcia Leticia. Confira as edições inéditas de segunda a sexta-feira, às 7h, no Rádio Sociedade, Rádio MEC.

SL

PB Agora

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