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Didi perde espaço no Criança Esperança

 RIO DE JANEIRO – Renato Aragão anda cada dia com menos prestígio na Globo. A prova disso foi a tímida participação do humorista durante a maratona do “Criança Esperança” que tomou a programação do canal carioca no último sábado (31). Apesar de ter sido lembrado a todo momento que foi ele quem criou o projeto, Aragão perdeu o posto de anfitrião do show – ponto alto da festa.

 O humorista ganhou uma linda homenagem no programa de Fátima Bernardes, deu um pulinho no “Mesão da Esperança” – onde bateu um papo rápido com Glória Maria – e só. Visando impulsionar as doações, a direção montou uma grade atípica e botou para trabalhar as equipe do “Bom Dia Brasil”, “Mais Você” e “Encontro” em pleno sábado. Nem mesmo William Bonner ficou de folga e ancorou o “Jornal Nacional” ao lado de Carla Vilhena.

 No entanto, a overdose da campanha deixou o projeto bem parecido com o Teleton, do SBT. Só faltou Silvio Santos aparecer na tela com seus cheques milionários de última hora.

 Anfitrião de todas as edições do espetáculo desde seu surgimento há 28 anos, o eterno “Didi” perdeu seu lugar cativo para a jornalista Patrícia Poeta, a apresentadora Fernanda Lima e o ator Lázaro Ramos. A escalação do trio foi o único ponto positivo do espetáculo. A iniciativa mostrou que a emissora sepultou a regra de que jornalistas perderiam credibilidade caso se aventurassem em projetos de entretenimento e uniu três artistas de segmentos diferentes na atração.

 Patrícia se mostrou muito à vontade, assim como Fernanda. Porém, a grande surpresa ficou pelo excelente desempenho de Ramos como apresentador. O baiano usou seu talento dramatúrgico para quebrar o pesado e engessado roteiro do show. O marido de Taís Araújo estava tão leve que se arriscou a cantar uma estrofe de uma música de Diogo Nogueira.

 Mas o resto foi só decepção. A equipe de Luis Gleiser conseguiu acabar com todo o charme dos shows do “Criança Esperança”. Com um cenário simples e uma temática musical, o projeto perdeu o tom lúdico e sua grandiosidade do passado. Quem esperava por números musicais espalhafatosos ou a participação do elenco estelar da casa ficou frustrado.

 

Apesar de contar com as maiores estrelas da música nacional, os duetos pouco empolgaram a plateia. Talvez, por conta do tempo apertado, nenhum deles se comunicou com os telespectadores. Nem mesmo para reforçar os telefones para doação como de costume.

 

E Aragão não teve uma entrada triunfal. Passou longe a participação emocionante prometida pela direção. Na verdade, fica até difícil nomear sua passagem pelo palco. Coadjuvante é pouco.

 

O criador do projeto entrou no palco faltando meia hora para o show terminar. Agradeceu o carinho do público, tentou contar uma história marcante após quase três décadas carregando a bandeira da campanha, quase foi cortado por Fernanda e saiu. Voltou no final convocando os brasileiros para a edição 2014.

 Resta saber se ele resistirá até lá. Pelo que foi visto este ano, o “Criança Esperança” está literalmente em um novo tempo. E Renato faz parte do passado.

 

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