Com quase 5 milhões de espectadores, “Se Eu Fosse Você 2”, dirigido por Daniel Filho, já é a maior arrecadação da retomada do cinema nacional e caminha para bater o recorde de público de “2 Filhos de Francisco”, de Breno Silveira.

O cineasta, que foi diretor da Globo por mais de 30 anos, conversou com a coluna Mônica Bergamo. A entrevista está na Folha deste domingo (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

O diretor critica a atual produção televisiva brasileira e também o que vê como “uma preocupação muito grande com o exterior” por parte de quem faz cinema no país. “E eu sou o camarada que acredita no ditado: agrade a sua vila que você vai agradar ao mundo. Você tem que agradar aqui, no Brasil.”

Veja abaixo alguns trechos da entrevista.

“‘Se Eu Fosse Você 2’ é um cinema de entretenimento, algo que eu sempre defendi e defendo. As grandes bilheterias do mundo são ocupadas por entretenimento popular.”

“A vida vem em ondas como o mar, já dizia Vinicius de Moraes. Às vezes vem a onda do filme de terror. Agora veio a onda da favela. Com o sucesso de ‘Cidade de Deus’, todos os diretores brasileiros quiseram mostrar a preocupação social com a favela, com os desvalidos, com a ascensão do Lula, com ‘óóó’, com… Então haja favela! Haja favela! Haja favela!”

Sobre filme de Bruno Barreto “Última Parada – 174”, do qual é produtor associado: “Agora que já foi, posso dizer: é um longa bem realizado, mas não consegue atingir emocionalmente o público.”

Já sobre “Tropa de Elite”, do diretor José Padilha: “Não chega aos pééés de ‘Cidade de Deus’. É um grande thriller, um filme de exército feroz bem realizado.”

A respeito de “Ensaio sobre a Cegueira”, de Fernando Meirelles: “Apesar de o Fernando ter me dito que ele achou que o filme ficou frio. (…) [Fernando Meirelles] falou: ‘Eu acho que errei a mão, Daniel. O filme não saiu o que eu queria’. Mas Fernando é hoje o melhor diretor de cinema do Brasil.”

“Nenhum programa na televisão me atrai, nenhum. Eu não ligo a televisão. (…) Eu leio jornal, a internet te bota no dia-a-dia do que está acontecendo.”

 

Folha Online

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