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Cristo Rei

Cristo Rei

“Se soubermos perseverar, com Ele reinaremos.” II Tim. 2,12

Após termos comemorado, no curso do ano litúrgico, os mistérios de Cristo, através dos quais se cumpre à obra da salvação, a Igreja se recolhe neste último domingo do ano, no calendário litúrgico, em torno do seu Senhor, para celebrar-lhe seu triunfo final, quando voltará como rei glorioso a completar a obra da redenção, recolhendo seus frutos.

As leituras bíblicas propostas para a Missa de Cristo Rei apresentam três aspectos particulares da realeza de Cristo: Seu poder soberano sobre o pecado e a morte (II leitura), a sua ternura manifesta com a bondade e mansidão de pastor (I Leitura e Salmo) e após este tempo da dispensação da graça, após o transbordar do seu amor diligente e misericordioso, Ele virá como Filho do Homem (Dn 7,13), o Leão de Judá para julgar a todos, vivos e mortos, é a parusia, conforme professamos a cada domingo no credo: Ele virá!

E a Ele fora dado império, realeza e todos os povos, raças, línguas e nações o servirão.
As parábolas precedentes de Mateus 24 e 25 dos domingos anteriores terminavam com anúncio rigoroso e definitivo. Hoje, ainda Mateus 25, temos a cena grandiosa deste ato final. A tradição cristã o chama de juízo final, distinto do juízo particular que cada um se submete após a morte conforme Hebreus 9,27.

A sentença final será a confirmação pública e solene da sorte cabida já a eleitos e réprobos. E em suma, no entardecer da vida, seremos examinados sobre o amor como nos recorda São João da Cruz e o evangelho deste dia.

Nesse passo torna-se claro a existência de um juízo final e a identificação que Cristo faz de si com os necessitados: “Tive fome e me destes de comer, sozinho e me visitastes….” e ainda a realidade de um suplício eterno para os maus e a felicidade eterna para os bons. A doutrina dos novíssimos do homem permanece sempre atual, o Livro do Eclesiástico nos afirma: “Em todas as tuas obras lembra te dos novíssimos…” (7,40). O primeiro deles é a morte, seguida do juízo particular, do qual resultará o prêmio ou o castigo eterno. Além disso haverá o juízo final.

Enquanto este dia não chega aprendamos a reinar com Ele, sabendo que para Jesus reinar é servir, é amar. Andemos em amor e o Reino de Deus estará sempre perto de nós.

Enfim, encerrando um ano litúrgico com os novíssimos, a Igreja abre o novo ano com o mesmo tema no Tempo do Advento. É a renovação na continuidade, o novo sem rupturas com as realidades eternas….

Feliz ano novo litúrgico!

 

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