No livro Cortina de ferro, Anne Applebaum analisa como a União Soviética de Stálin, a partir de 1947, avançou com um regime totalitário sobre os países do Leste Europeu arrasados pela guerra.
Em meio a um colapso moral, institucional e social, Stálin subjugou populações à opressão, confisco de bens industriais e deportação de trabalhadores. Em seguida, enviou comunistas fiéis para assumir os países do Leste Europeu, que criaram uma cultura de conspiração, sigilo e adoração a Stálin.
A KGB treinou polícias secretas por todo o Leste Europeu e criou uma cultura de perseguição a inimigos. Muitos alemães, ucranianos e judeus se tornaram bodes expiatórios e foram entregues aos gulags.
Em seguida, Stálin destruiu a sociedade civil para acabar com a lealdade a qualquer estrutura que não o regime. Toda associação não comunista foi dissolvida. Igrejas e seus líderes foram sistematicamente perseguidos.
Depois os comunistas soviéticos, com forte propaganda no rádio, construíram escolas e organizações de massa para criar cidadãos totalmente leais ao regime. Toda a produção artística foi capturada para servir ao regime.
Eles fizeram coletivização de terras, estatizaram os mercados e as indústrias e planificaram a economia. O resultado foi uma cultura de total e absoluta subserviência ao regime.
Com a morte de Stálin, em 1953, irromperam greves, revoltas e festas no Leste Europeu. Os países permaneceram instáveis e sob sucessivas crises nas décadas seguintes. O regime soviético se sustentou, até a queda do Muro de Berlim, com base em propagandas mentirosas, opressão e promessas vãs.
