Categorias: Cultura

Cineport homenageia Pedro Costa, considerado reinventor do cinema

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 O Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa (Cineport) irá
homenagear o documentarista português Pedro Costa na sua 6ª edição, que
será realizada de 04 a 13 de abril deste ano. Costa é saudado como um
grande inovador do cinema e já chegou ser apontado pelo cineasta Eduardo
Escorel (editor de Cabra Marcado Para Morrer e diretor de Lição de Amor),
como um reinventor da sétima arte.

Capricorniano, nasceu em janeiro de 1959, Costa acredita que já nasceu
velho e cansado e vê “uma gravidade e um lado antigo” na sua construção
cinematográfica. O diretor caracteriza-se por ser um cineasta independente
e inovador. Usa as técnicas do cinema direto, com o mínimo de recursos
entre a câmera e o personagem, sendo herdeiro das experiências feitas em 16
mm no documentário do Novo Cinema Português. Costa pertence à primeira leva
de cineastas formados pela Escola Superior de Teatro e Cinema que iniciou a
sua atividade nos anos noventa apostando numa linguagem mais autoral. O
diretor costuma filmar regularmente com pequenas câmaras digitais.

Citando outro diretor de cinema, o quase lendário Jean-Marie Straub, Costa
afirma que busca o verdadeiro cinema, “do povo da rua, que é das árvores
não é dos carros. É da água, não é das pistolas. Esse tipo de coisa é muito
importante porque eu faço filmes em locais muito perigosos, duros, pobres e
as pessoas querem sempre violência, estão muito ligadas a violência, e o
Straub sempre ensina que não é preciso pistolas, é preciso tirar as
pistolas do cinema”, filosofa.

A obra de Pedro Costa segue de perto a tradição lançada em Portugal pelos
cineastas Manoel de Oliveira e Antônio Campos, a do cinema inspirado no
conceito de antropologia visual, recorrendo com frequência a docuficção. O
filme *No Quarto da Vanda, *considerado um marco em nova linguagem
cinematográfica, valeu-lhe o Prêmio France Culture para o Cineasta
Estrangeiro do Ano, no Festival de Cannes de 2002.

 

O documentarista já afirmou que lhe custa cortar seus filmes (algumas de
suas obras têm três horas de duração), talvez porque esteja próximo demais
de uma fonte cinematográfica (a documental) que é extremamente fértil.
Segundo Costa, os seus documentários dialogam entre si e, de certa forma,
um filme leva ao outro, às vezes com vínculos muito claros outras vezes com
ligações mais subterrâneas.

 

Para Eduardo Escorel, o mais indicado para saudar os filmes de Pedro “seria
ficar em silêncio, na penumbra, por longo período, buscando um estado de
concentração absoluta”. A recomendação aponta para as temáticas abordadas
por Pedro Costa, a busca incessante para além da tela, ligando a alma do
personagem à alma do espectador.

 

Ascom

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