Categorias: Cultura

Chefs ensinam receitas típicas de suas culturas para o natal

PUBLICIDADE

O Natal é uma celebração realizada em quase o mundo todo. Enquanto em alguns países a data é comemorada com toda pompa e circunstância, em outros lugares nem sequer um pratinho de arroz é servido em nome do festejo. Contudo, a ideia de servir à mesa pratos deliciosos com a simbologia da época deixa qualquer mortal animado. Para a data, cada região tem um menu típico. Se aqui é o peru com farofa que faz sucesso, em outros países a tradição culinária é outra. A variedade vai de camarão com gengibre, da Indonésia, ao cuscuz marroquino, prato árabe. E para os entusiasmados e com sede de novidades, os chefs disponibilizaram as receitas na íntegra. Ainda dá tempo de fazer. É só comprar os ingredientes e pôr a mão na massa.

Sabe-se que os árabes preferem comemorar a Páscoa, porém, o Natal não pode passar em branco. No dia 24, eles saboreiam um jantar com direito a mesa farta de receitas típicas do dia a dia. Dayane Basso, gerente do restaurante Buffara, explica que há um pouco de tudo no menu, desde castanhas, frutas secas e cordeiro ao molho de hortelã até arroz com lentilhas, pastas de berinjela e quibe assado com nozes. “A mesa é incrementada e os pratos levam temperos fortes”, acrescenta. Com toda essa fartura, é o cuscuz marroquino que não pode faltar. Para a data, ele é enfeitado com tâmaras e leva verduras, carnes e castanhas. “O cuscuz é muito tradicional e acompanha tudo”, conta.

Já em um país com fortes relações com o Brasil, Portugal, a tradição é comer, comer e comer muito bem. Os lusos não dispensam nada. A portuguesa Olga Soares, chef e proprietária do Sagres, conta que no dia 24, o costume é a mesa farta de delícias salgadas e doces. Segundo ela, no norte do país, a ceia conta com um cozido de bacalhau com verduras. “Fazemos um molho no prato com vinagre, azeite, pimenta e sal, misturamos com a couve, a cenoura e o bacalhau”, descreve. No dia seguinte, as sobras desse bacalhau com legumes são misturadas em uma travessa com temperos e molhos novos dando vida à tradicional roupa velha. “É quase um mexido, só que de bacalhau”, explica.

Entre cabritos assados e acompanhamentos diversos, uma receita chama atenção pela simplicidade e certeza de sucesso. É o arroz-doce. Está certo que os portugueses têm boa fama no ramo confeiteiro, entretanto, é o sóbrio arroz com leite, açúcar e especiarias que brilha no Natal. “Portugal é muito rico em sobremesas, que além de deliciosas, ainda são belas”, declara Olga.

Marítima
Uma senhora simpática, com várias histórias na memória e cheia de amor para cozinhar e comer. Essa é Suely Lim Shew, cozinheira nascida em Jacarta, que comanda o restaurante Bali. Há 50 anos no Brasil, ela conta que se apaixonou pela terra tupiniquim, embora sinta falta de seu país. “A Indonésia é um lugar lindo e o nosso povo é muito hospitaleiro. Se eu pudesse, voltava mais vezes para visitar”, afirma.

Com toda disposição e gosto pela culinária, os pratos elaborados por ela não poderiam ser melhores. Ela explora a versatilidade de peixes e frutos do mar. Entre uma experimentação aqui e uma pitada de ingredientes ali, saem da cozinha receitas fantásticas, como o macarrão com frutos do mar. “Acordei com vontade de comer aquele macarrão, fiz e ofereci aos clientes. Eles adoraram e o prato está no cardápio há 12 anos”, recorda.

Na celebração do Natal, o costume não é muito diferente dos países cristãos: família unida, ceia e troca de presentes. Mas os pratos servidos no jantar não se parecem nem um pouco com a combinação básica de peru, arroz e rabanada. À mesa estão camarões picantes, peixes assados, arrozes coloridos com açafrão, macarrão com legumes e aromas clássicos de ervas e especiarias.

Cada ingrediente tem um significado. O vermelho do colorau, por exemplo, representa a prosperidade. O macarrão, segundo as crenças do país, prolonga a vida. A receita típica para o Natal da família de Suely é o camarão com gengibre, com cor vibrante e sabor de praia. “Esse prato não pode faltar. Como moro no Brasil há muito tempo, faço o peru, mas não deixo minhas raízes de lado”, explica. O prato, que também está no cardápio do Bali, pede, como acompanhamento, um bom saquê.

Correio Braziliense

Últimas notícias

Cutucada? “Não titubeei nem recalculei rota”, dispara Nabor sobre decisão de renunciar para disputar Senado

O agora ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), adotou um tom firme — e para…

7 de abril de 2026

Luciano Cartaxo diz manter foco na reeleição, mas não descarta totalmente ocupar vice de Lucas “Tenho experiência”

Apesar de garantir que mantém seu foco na reeleição para deputado estadual, Luciano Cartaxo (Republicanos)…

7 de abril de 2026

Após sinalização de Lucas, Bruno anuncia que deve solicitar audiência para tratar dos problemas de CG

O prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União), anunciou, nesta terça-feira (07), que vai…

7 de abril de 2026

Lucas Ribeiro articula instalação de mais duas unidades da AeC em Cajazeiras e Sousa

O governador Lucas Ribeiro anunciou, no início da tarde desta terça-feira (7), a chegada de…

7 de abril de 2026

Lucas Ribeiro parabeniza Léo Bezerra pela posse como prefeito e reforça parceria em João Pessoa

O governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), utilizou suas redes sociais para sinalizar o desejo…

7 de abril de 2026

“Bolsonarismo flerta com o fascismo e bloqueia o pensamento”, alerta Julian Lemos

O ex-deputado federal Julian Lemos, em live no podcast Ninja Cast, voltou a fazer duras…

7 de abril de 2026