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Apresentações de cultura popular dão tempero regional ao Extremo Cultural

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 Além das 18 atrações confirmadas para o Extremo Cultural de 2014, que começa no próximo sábado (4), a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), por meio da sua Fundação Cultural (Funjope), programou uma série de apresentações da cultura popular para agregar ao calendário um tempero regional. Nos dias 5, 6, 12, 19 e 26 de janeiro e 2 de fevereiro, das 17h às 20h, as manifestações mais vivas da arte popular descem do palco e se misturam ao público, emoldurando um dos mais visitados cartões-postais da capital: a Feirinha de Tambaú.

 

Ciranda, lapinha, cavalo-marinho, embolada, babau, cordel, coco de roda e boi de reis são algumas das atrações. As apresentações estão previstas para todos os domingos, à exceção do segundo dia (6), que cairá em uma segunda-feira. A abertura, no domingo (5), será com a Ciranda de Vó Mera e seus Netinhos, seguida pelo Boi de Reis Estrela do Norte e fechando com o forró de raiz d’Os Gonzagas.

 

“Pensamos esta programação para que o público possa conhecer as nossas legítimas expressões culturais. Elas são o retrato da nossa formação social, dos hábitos de cada localidade e das lições de vida de cada representante, ainda mais por consistirem em uma tradição oral que sofre modificações ao longo do tempo”, disse odiretor de Cultura Popular da Funjope, Emilson Ribeiro.

Ciranda de Vó Mera e seus Netinhos – Vó Mera é um dos expoentes mais carismáticos da cultura popular paraibana. Moradora do bairro do Rangel, ela conta que o primeiro coco do qual participou aconteceu na cidade de Alagoinha (PB). A brincadeira era tradicional das festas juninas, mas também ocorria durante a queima das peças de barro e de madeira, em fornos e carvoeiras. Como esse trabalho artesanal durava a noite inteira, era necessário que as pessoas ficassem acordadas para evitar estragos no material ou o apagar do fogo.

A artista popular se apresenta juntamente com os netos. Eles já têm um CD gravado, “Vó Mera e Seus Netinhos”. O seu nome foi atribuído ao anfiteatro localizado na praça do bairro onde mora.

Boi de Reis Estrela do Norte, com o Mestre Pirralhinho – O grupo foi criado em Bayeux, pelo bisavô do Mestre Pirralhinho, Mestre Lino Ventura, que ensinou a brincadeira ao filho, João do Boi, pai de Pirralhinho. De geração em geração, o folguedo, de origem portuguesa, entrosa filhos, genros, noras, primos e netos.

 

Inspirado no Boi de Reis do Nordeste, o folguedo do Boi se desdobrou em boi-bumbá ou bumba-meu-boi, e difundiu-se pelo Brasil de acordo com os processos de colonização e povoamento dos estados, mas a sua origem está presa à Idade Média. Insere-se no ciclo natalino, junino ou mesmo carnavalesco e na ampla variedade de suas encenações, o tema da morte e ressurreição do boi emergem seja diretamente, seja de forma alusiva. Em torno desse episódio dramático, agregam-se vários personagens.

 

Ocorre principalmente no Maranhão, Rio Grande do Norte e na Paraíba. Assemelha-se aos outros festejos por sua estrutura dramática, com a presença de Mateus, Catirina e a sequência de morte e ressurreição do boi. A encenação é comandada por um mestre e contramestre e tem uma parte de maior devoção, com galantes e damas, e uma mais cômica, com numerosos personagens: Mateus, Birico, Catirina, vaqueiros, cavalo marinho, urso, ema, gata, jaraguá, gigante, diabo, Caipora, Baubau, o Morto-Carregando, o Vivo, os papangus e o boi.

Os Gonzagas – Formado por seis jovens, entre irmãos, primos e amigos que tocam juntos desde 2000, Os Gonzagas vão impor um repertório recheado de xotes, marchinhas galopadas, baiões e forrós. “Tocaremos Gonzagão, Jackson do Pandeiro, Djavan, Marinês, Dominguinhos e as nossas autorais, como ‘Deixa o Vento Levar’, ‘Ah, se eu fosse dois’ e ‘Amor da gota’”, disse Daniel Costa, um dos vocalistas e percussionistas.

Os Gonzagas procuram apresentar um variado mosaico de ritmos regionais, a exemplo do Maracatu, Coco e Ciranda. São influenciados por nomes como Flávio José, Sivuca, Clã Brasil, Os Três do Nordeste, Pinto do Acordeon e Antônio Barros e Cecéu.

A inspiração para o nome possui raiz dupla. A primeira é uma alusão ao sobrenome dos integrantes (os irmãos Yuri e Luiz Gonzaga, respectivamente na sanfona e guitarra). Já o segundo é uma clara homenagem ao Rei do Baião, referência para todos eles. Nas apresentações, a banda une o tradicional pé de serra à música popular brasileira em animadas versões.

Além dos irmãos, Os Gonzagas tocam com um primo, Daniel Costa (percussão e voz), e quatro amigos, Felipe Alcântara (triângulo e voz), Hugo Leonardo (contrabaixo e voz), Carlos Henrique (sanfona) e Caio Bruno (bateria).

Programação do Extremo Cultural – Cultura Popular:

Domingo – 05/01 – Ciranda de Vó Mera e seus Netinhos, Boi de Reis Estrela do Norte e Os Gonzagas;

Segunda – 06/01 – Lapinha Jesus de Nazaré e Cavalo Marinho Sementes de João de Boi;

Domingo – 12/01 – Emboladores Frank e Nazar, cancioneiros Auremir Caetano e Pedro e repentistas JB da Viola e Ivan de Oliveira;

Domingo – 19/01 – Babau da Paraíba, com Mestre Clóvis, e Ciranda do Sol, com Mané Baixinho;

Domingo – 26/01 – Cordelistas Luiz Gonzaga e Índio e cancioneiros Paulo Cruz e Daudete Bandeira;

Domingo – 02/02 – Coco de Roda do Mestre Benedito e Ventriloquia com Mestre Clébio.

 

Secom-JP

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