Foto: Getty Images
Eu assisti ao filme “Ainda estou aqui”, ganhador do primeiro Oscar para o Brasil. Ambientado em 1970, o filme mostra a luta de Eunice Paiva, esposa de Rubens Paiva, por justiça.
Rubens Paiva era um deputado que, por suas críticas ao regime militar, foi cassado e teve de se exilar. Ao retornar ao Brasil, de acordo com o filme, ele participou de ações de resistência pacífica ao regime, como envio de cartas a vítimas e denúncias à imprensa internacional. Pelo filme, não houve por parte de Rubens nenhum envolvimento com grupos armados.
Ainda assim, ele foi preso e levado pelos militares para interrogatório. Sob inquérito sigiloso e sem direito de defesa, ele foi acusado de conspirar contra o regime por, supostamente, ajudar “terroristas”.
Sua esposa Eunice foi submetida a um interrogatório angustiante por dias. Ao ser solta, Eunice foi vigiada e foi restando sem recursos financeiros, mesmo com quatro filhos para sustentar. Pior, ela não tinha notícias do paradeiro de seu marido.
É um filme angustiante e a atuação de Fernanda Torres comunica muito bem o drama da situação. Rubens Paiva foi morto pelo regime, em 1971, e o corpo nunca foi localizado. Apenas 25 anos depois, já formada em direito, Eunice conseguiu a certidão de óbito do marido em que o Estado brasileiro reconhecia que o torturou e o assassinou.
A lição é muito importante: em um regime autoritário, o resultado é um processo kafkiano. O filme serve a pessoas de direita, esquerda e centro que são, de fato, comprometidas com império da lei e democracia. O Brasil de hoje tem muito a aprender sobre a incompatibilidade de inquéritos sigilosos com Estado de direito.
Anderson Paz
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