Um dos símbolos mais emblemáticos da luta pela reforma agrária no Brasil, Elizabeth Teixeira teve a sua obra e história reverenciada em um festival. O Festival da Memória Camponesa, que celebra o centenário de Elizabeth Teixeira, ícone das Ligas Camponesas e símbolo da luta pela reforma agrária no Brasil, foi realizado até este domingo (16/02) em Sapé (PB).
A história de Elizabeth Teixeira remonta a uma época de intensas lutas por reforma agrária e organização dos trabalhadores rurais. Em 1962, após o assassinato de João Pedro Teixeira, seu companheiro, ordenado por latifundiários contrários à mobilização camponesa, ela passou a integrar a liderança das Ligas Camponesas. E passou a inspirar outras mulheres na luta pela conquista da terra.
Neste ano de 2025, Elizabeth completa 100 anos, deixando um legado de resistência e luta pela terra, que ainda inspira assentados e agricultores familiares em todo o Brasil.
O evento que celebra trajetória de resistência dos camponenses, contou com atividades culturais, exposições, lançamentos de livros e debates que resgatam a trajetória de resistência de Elizabeth e reforçam a importância da luta pela terra.
O ponto alto do dia foi a Marcha da Memória Camponesa, que percorreu o trajeto da Capelinha João Pedro Teixeira até o Memorial. A marcha, que contou com a participação de centenas de pessoas, simbolizou a resistência e a luta camponesa, temas centrais da vida de Elizabeth Teixeira.
Sobre Elizabeth Teixeira
Elizabeth Teixeira é um dos símbolos mais emblemáticos da luta pela reforma agrária no Brasil. Viúva de João Pedro Teixeira, líder das Ligas Camponesas assassinado em 1962, Elizabeth enfrentou perseguições, perdas e exílio, mas nunca abandonou a luta pela terra e pela justiça social. Seu centenário é celebrado não apenas como uma homenagem à sua trajetória, mas também como um chamado para que a luta pela reforma agrária continue viva.
Durante o regime militar, Elizabeth foi presa e passou 17 anos no exílio, vivendo sob o nome de Marta no Rio Grande do Norte. O reencontro com seus filhos só ocorreu após a anistia.
Elizabeth Teixeira, histórica líder camponesa paraibana, celebrou 100 anos de vida na semana passada. Ela passou por décadas de perseguição e lutas, tanto políticas quanto pessoais.
Hoje Elizabeth reside no bairro de Cruz das Armas, em João Pessoa, onde guarda a memória da luta pela reforma agrária, que começou com seu marido, João Pedro Teixeira, assassinado em 1962.
Após o assassinato de seu marido, Elizabeth assumiu a liderança da Liga Camponesa de Sapé, trazendo mais mulheres para a luta.
Os dados são do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), mostram que a Paraíba tem 313 assentamentos rurais, que abrigam 14.463 famílias em uma área de cerca de 282 mil hectares, o que corresponde a cerca de 5% do território estadual. Os assentamentos estão distribuídos por 100 cidades da Paraíba.
As cidades com maior número de assentamentos são Alagoa Grande e Bananeiras (13 cada uma), Pedras de Fogo (12), Araruna (11) e Cruz do Espírito Santo (10). No entanto, se avaliarmos a quantidade de famílias assentadas, o ranking se modifica para: Cruz do Espírito Santo (857 famílias), Pedras de Fogo (765), Sousa (534), Alagoa Grande (516) e Sapé (513).
PB Agora








