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10 anos sem Marinês: cantora receberá homenagem em CG

 
“É minha inspiração, mesmo. Inspiração pura. Ouvi e continuo ouvindo muito Marinês, a representante fiel da nossa música popular nordestina. Era um ser incrível”. O depoimento foi concedido a imprensa paraibana pela cantora e instrumentista paraibana Sandra Belê, referindo-se à importância de Inês Caetano de Oliveira, nome de batismo da saudosa artista pernambucana, que ficou famosa com o grupo Marinês e sua Gente, era considerada a Rainha do Forró e cuja primeira década da morte, ocorrida em 2007, aos 71 anos de idade, completou-se ontem (14).

Na época do falecimento, o então ministro da Cultura, o cantor e compositor baiano Gilberto Gil, divulgou uma nota em homenagem, na qual a considerava como a “nossa Maria Bonita da música nordestina”. Já o Rei do Baião, Luiz Gonzaga (1912 – 1989), conterrâneo da artista, chegou a conferir para ela o título de Rainha do Xaxado. E, também, passou a ser chamada – naturalmente de forma carinhosa de “Luiz Gonzaga de saias” pelo próprio Gonzagão. A propósito, um tributo com a participação de artistas está sendo articulado para acontecer na noite da próxima terça-feira, dia 16, no Teatro Municipal Severino Cabral, em Campina Grande, cidade onde se radicou e seu corpo foi sepultado.

Sandra Belê que também é atriz e apresentadora de rádio e TV, natural da cidade de Zabelê, localizada na região Cariri Ocidental do Estado, e que deverá participar da homenagem no Teatro Severino Cabral – lembrou, ainda, que conheceu Marinês no próprio apartamento onde a artista residia, em Campina Grande. “Era uma pessoa sem igual. Eu me inspiro nela na forma de cantar e no repertório. Sempre que vou montar repertório novo ouço Marinês. O meu repertório sempre tem Marinês. A Paraíba conquistou-a e ela conquistou a Paraíba”, disse ela.

A Rainha do Forró e do Xaxado – que, no ano de 2003, havia se submetido à cirurgia para implante de uma ponte de safena – faleceu em 14 de maio de 2007, em decorrência do segundo AVC (acidente vascular cerebral), desta vez hemorrágico, que a deixou em coma profundo, no Real Hospital Português de Beneficência, localizado na Ilha do Leite, em Recife (PE), onde estava internada há uma semana. Ela vinha se recuperando – com fisioterapia e tratamento com remédios – do primeiro que havia sofrido no dia 5 daquele mesmo mês, provocando-lhe paralisia do lado esquerdo do corpo, além de dificuldades para falar. A morte da artista, inclusive, surpreendeu os próprios médicos, que já diagnosticavam melhoras no quadro clínico e tinha recebido, no dia anterior ao óbito, visitas de familiares e amigos, a exemplo do cantor e compositor paraibano Genival Lacerda, considerado o Rei da Munganga.

Redação

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