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TRAGÉDIA: sobe para doze o número de alunos que morreram em ataque no Rio; veja perfis

Doze crianças morreram no massacre da escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo (zona oeste do Rio), nesta quinta-feira. Elas foram vítimas do atirador Wellington Menezes de Oliveira, 23, que entrou atirando no colégio e deixou outras doze pessoas feridas. Após o ataque, Wellington cometeu suicídio. Dentre os mortos 10 são meninas e dois são meninos.
 

Larissa dos Santos Atanázio, 14
 

Evangélica, frequentava a igreja todo domingo. Dona de olhos castanhos, sonhava ser modelo e já havia se apresentado em desfiles pequenos. O irmão Alex, 13, também foi ferido e está em estado do choque, em casa.

Bianca Rocha Tavares, 13
 

Muito caseira, gostava de navegar pela internet e ajudava a avó a arrumar a casa. Sua irmã gêmea, Brenda, ficou ferida.

Géssica Guedes Pereira, 15

Aluna do 7º ano, estava na escola desde o 4º. Segundo sua mãe, Sueli Guedes, era uma menina alegre, cercada de amigos. “O sonho da minha filha era estudar na Marinha. Ela estava fazendo um curso preparatório. Agora vai ser difícil olhar para as coisas dela”, disse. A mãe soube da tragédia pela TV. Foi procurar a filha no hospital Albert Schweitzer. Lá reconheceu, por foto, o corpo da filha. Géssica tinha duas irmãs.

Karine Lorraine Chagas de Oliveira, 14

A tia de Karine, Ana Paula Oliveira dos Santos, soube da história pela televisão e correu para o local junto com a avó da menina, a camelô Nilza Candelária Ferreira, 63 anos, que criava Karine desde que ela tinha três anos. A tia e a avó tentaram ligar diversas vezes para o celular de Karine, até que um aluno atendeu e disse que havia encontrado o aparelho no chão e que os feridos tinham sido levados para o hospital. “Minha neta só estudava, estava feliz da vida. Queria que fosse eu no lugar dela!”, disse, aos prantos a avó.

Mariana Rocha de Souza, 12 anos
 

A madrinha de Mariana, Nadia Ribeiro, contou que o irmão dela, Eduardo, 9, também estudava na escola e estava em um andar acima quando ouviu os tiros. Mariana sentava ao lado da porta, na sala de aula. Sonhava se tornar modelo, era muito vaidosa e adorava tirar fotografias.


Samira Pires Ribeiro, 13

 

Matriculou-se esse ano na escola. A família peregrinou por três hospitais até conseguir reconhecer a foto da filha, no hospital Albert Schweitzer. Morreu ao lado de uma das melhores amigas, Larissa dos Santos Atanázio.

Milena dos Santos Nascimento, 14
 

Aluna do 6º ano, estudava na escola desde a 1ª série. O pai, Valdir dos Santos Nascimento, contou que ela adorava estudar e que tem outras duas filhas na escola. “Não quero que elas voltem para lá. Minha filha era uma aluna exemplar”, disse. Revoltado, Valdir disse que o que aconteceu não foi por falta de segurança. “Foi uma ação feita por um idiota e qualquer um poderia ter feito isso”.

CRIME

Oliveira entrou na escola por volta das 8h, dizendo que daria uma palestra. Conversou com algumas pessoas e seguiu em direção às salas de aula, onde disparou diversos tiros. Segundo a polícia, a ação durou cerca de cinco minutos. Além dos 12 mortos, outras 12 pessoas ficaram feridas –ao menos quatro estão internados em estado grave.

Durante o tiroteio, um garoto, ferido, conseguiu escapar e avisar a Polícia Militar. O policial militar Márcio Alexandre Alves relatou que o rapaz chegou a apontar a arma para ele quando estava na escada que dá acesso ao terceiro andar do prédio, onde alunos estavam trancados em salas de aula. O policial disse ter atirado no criminoso e pedido que ele largasse a arma. Em seguida, Oliveira caiu no chão e se matou com um tiro na cabeça.

A motivação do crime será investigada. De acordo com a polícia, o atirador usou dois revólveres e tinha muita munição. Além de colete a prova de balas, usava cinturão com armamento.

Várias das crianças feridas foram socorridas de helicópteros. Outros feridos chegaram a ser socorridos por vizinhos, que usaram os próprios carros. Muitas pessoas se aglomeraram em frente à escola, entre eles muitos pais em busca de informações sobre os filhos.

A escola atende estudantes com idades entre 9 a 14 anos –da 4ª a 9ª série, segundo a Secretaria Municipal da Educação. São 999 alunos, sendo 400 no período da manhã.

Em carta (leia íntegra aqui), o criminoso fala em “perdão de Deus” e diz que quer ser enterrado ao lado de sua mãe.

O crime teve repercussão internacional. A presidente Dilma Rousseff chorou e pediu um minuto de silêncio por alunos mortos.

 

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