A gerência do hotel cinco estrelas Cochabamba Gran Hotel acusa três torcedores do Corinthians de não pagar a hospedagem no período em que ficaram no país. Um deles é o tesoureiro da Gaviões da Fiel, Tadeu Macedo de Andrade, que não teria condições de retornar ao local em razão de ter sido preso durante o jogo entre San José 1 x 1 Corinthians. Ele permanece detido acusado de ser cúmplice na morte do boliviano Kevin Espada.
O valor da pendência deixada pelo trio seria de US$ 533 (R$ 1.000). A direção do hotel acionou a Polícia.
Já outros dois hóspedes, identificados como José Romero e Robson de Souza Mendes Batista, que estavam com Tadeu, foram embora sem efetuar o pagamento, acusa o hotel.
De acordo com as informações prestadas pelo hotel, José Romero e Robson Batista teria deixado o local antes do check out (pagamento para deixar o hotel). A ausência foi notada pela funcionária da limpeza do Cochabamba Gran Hotel.
Segundo o hotel, os torcedores não preencheram dados importantes no check in, como moradia e contatos telefônicos no Brasil, dificultando a busca de José Romero e Robson Batista.
Os torcedores deram entrada no hotel no dia 19 de fevereiro. Inicialmente, eles ficariam até o dia 20 (data do jogo entre San José x Corinthians). Mas o trio solicitou extensão da estadia até o dia 22.
“Eles ingressaram no dia 19 de fevereiro e o check out era para o dia 20. Eles pediram mais dois dias, mas não pagaram. Foi a 1ª vez que isso acontece. Sabemos que um está detido [Tadeu]. A polícia já tem conhecimento do caso e vai fazer a cobrança”, informou um funcionário da recepção.
O hotel em Cochabamba fica a 200km de Oruro, local do jogo pela Libertadores.
Ao UOL Esporte, o hotel Cochabamba enviou cópias dos passaportes dos torcedores.
Tadeu e outros 11 integrantes de torcidas uniformizadas do Corinthians estão presos em Oruro sob a acusação de serem cúmplices do autor da morte de Kevin Espada, 14 anos. O jovem faleceu após ser atingido por um sinalizador atirado por um torcedor corintiano não identificado.
Procurado pela reportagem, o advogado da Gaviões, Ricardo Cabral, não atendeu às ligações.
UOL
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