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Temer: morte foi “lamentável acidente”

 O presidente interino Michel Temer disse nesta sexta-feira (12) lamentar a morte do soldado da Força Nacional Hélio Vieira Andrade. Segundo ele, o fato não vai tirar o ritmo e nem o brilho dos Jogos Olímpicos Rio 2016. A declaração foi feita após encontro de Temer com o presidente da Armênia, Serzh Sargsyan, no Palácio do Planalto.

“Foi um lamentável acidente, mas que foi imediatamente combatido. Houve, de qualquer maneira, presença muito significativa das forças federais e estaduais que lá se acham. Portanto o ritmo das olimpíadas não fica paralisado por isso. Há, sim, um grande lamento que até se tornou oficial”, disse o presidente interino ao se referir ao luto oficial decretado por ele, e publicado hoje no Diário Oficial da União.

O soldado Hélio Vieira Andrade faleceu nesta sexta-feira (12), no Hospital Salgado Filho, localizado no Méier, bairro da zona norte do Rio. Ele estava internado desde a última quarta-feira (10), após ter sido baleado por homens armados na Vila do João, no Complexo de Favelas da Maré. Ele foi atingido na cabeça por um tiro, quando entrou por engano na comunidade, junto com dois colegas de farda.

“Mas isso não deslustra as Olimpíadas, que estão transcorrendo em um ritmo normalíssimo, com muitos brasileiros ganhando medalhas. Tenho absoluta convicção de que as Olimpíadas farão com que o Brasil mais uma vez seja reconhecido pelo mundo”, acrescentou.

Operação na Maré após ataque a militares deixa um morador morto

Uma pessoa morreu e duas ficaram feridas em operação policial realizada no Complexo da Maré, na quinta-feira (11), após agentes da Força de Segurança terem sido atacados na região. O objetivo da ação era prender os suspeitos envolvidos no ataque, que resultou em um militar morto e dois feridos.

As três vítimas da operação foram atingidas por balas perdidas durante ação de policiais do Bope e do Grupo Tático da Polícia Federal. O morador Igor Barbosa Gregório Augusto não resistiu aos ferimentos e morreu. Os outros dois feridos continuam internados.

Na nota divulgada pela Polícia Militar, responsável pela operação, não há o registro de feridos na operação. Os bandidos não foram encontrados.

O historiador e diretor da organização Redes da Maré, Edison Diniz, criticou a forma como a ação policial foi executada.

“Infelizmente, isso sempre acontece nos grandes eventos. A favela acaba sofrendo as consequências dessa intervenção policial. Parece uma coisa que não tem planejamento, uma resposta imediata e sempre quem sofre são os moradores. Não há uma ação de inteligência para prender o responsável. Tem que dar uma resposta de força e é isso que acontece. A Maré ficou o dia inteiro com um clima de muito medo e apreensão, com o resultado trágico de uma pessoa morta nesse confronto”, disse.

 

Agência Brasil

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