Sismólogos admitem novos terremotos no Nordeste e vão avaliar impacto
“Chegou a hora de o Rio Grande do Norte tremer de novo – infelizmente”, disse o coordenador do Laboratório de Sismologia da UFRN, Joaquim Ferreira. Segundo ele, tremores de terra no estado não eram registrados há muito tempo, o que gerou um acúmulo de energia na placa tectônica e resultou no abalo. “Alguma hora essa energia tinha que ser liberada”.
O terremoto foi sentido também nos estados do Ceará, Paraíba e de Pernambuco, onde um prédio chegou a ser evacuado. Em João Pessoa, a Defesa Civil municipal registrou cerca de 30 telefonemas da população inforamando sobre os tremores.
Os pesquisadores da UFRN não descartam a possibilidade de novos tremores ocorrerem nos próximos dias.
“Quando registramos o primeiro terremoto no sábado, pensamos que era um tremor isolado. Se ocorresse outro, poderia desencadear uma série de tremores”, explica o sismólogo, que viajou à comunidade Samambaia, localizada entre os municípios de Poço Branco e João Câmara, suposto epicentro do terremoto – para verificar os danos.
O vice-coordenador do laboratório de sismologia da UFRN, Aderson Farias, disse que o abalo sísmico foi registrado pela estação de Riachuelo que marcou 3,8 graus na escala Richter. Apesar do registro, ele explica que essa não é a magnitude do tremor. “Teremos que avaliar as estações de outras cidades, inclusive dos estados do Ceará e Pernambuco onde o tremor também foi sentido, e só depois analisar com precisão”.
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