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Rio está destruindo passado, diz jornal

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Em nome do futuro, o Rio está destruindo seu passado, diz NYT

Em artigo publicado no domingo, o jornal americano “The New York Yimes” questiona a forma como o Rio de Janeiro está se preparando para as Olimpíadas de 2016. O artigo, assinado por Theresa Williamson e Maurício Hora, cita a comunidade do Morro da Providência para exemplificar a maneira como as autoridades lidam com as populações mais pobres na cidade.

“As Olimpíadas de Londres terminaram no domingo, mas a batalha dos próximos Jogos já começou no Rio, onde aumentam os protestos contra despejos ilegais de moradores mais pobres. Na verdade, as Olimpíadas do Rio estão prestes a aumentar a desigualdade em uma cidade já famosa por isso.”

Assim começa o artigo, que depois conta um pouco da história da favela da Providência, formada em 1897, por ex-combatentes da Guerra de Canudos, além de imigrantes europeus e escravos livres. O local é um dos mais importantes da história afro-brasileira, dos primeiros sambas compostos e de tradições negras importantes. Hoje, segundo o NYT, 60% dos moradores são negros.

Com as obras para as Olimpíadas, um terço da comunidade está ameaçada. De acordo com o texto, “até o meio de 2013, Providência terá recebido R$ 131 milhões em investimentos, em projeto liderado pela iniciativa privada de revitalizar a area portuária do Rio, que incluem bondinhos, trens e vias mais largas. Prévias intervenções da Prefeitura para melhorar a comunidade reconheceram a sua importância histórica, mas os novos projetos não têm intenções nesse sentido.”

No entanto, 30% da população da comunidade será despejada do local, sem ser avisada. “Casas são marcadas com spray durante o dia, com as iniciais da secretária de habitação, e identificadas com um número. Moradores voltam do trabalho e descobrem que suas casas serão demolidas, sem aviso do que vai acontecer e quando”, diz o texto do NYT.

Pressão de grupos de direitos humanos e da mída internacional ajudaram, segundo o NYT, mas os despejos devem continuar. As autoridades dizem que as realocações são necessárias, devido ao risco de deslizamento ou superpopulação da comunidade. Mas, 98% das casas da Providência são feitas com tijolo ou concreto e 90% têm mais do que três quartos. Além disso, um importante estudo feito por engenheiros locais mostrou que os riscos anunciados pela cidade são imprecisos e inadequados, conforme a matéria do jornal americano.

O artigo termina com um alerta. “O Rio está se tornando um quintal para os ricos, e a desigualdade produz instabilidade. O custo-benefício seria maior se os investimentos nas melhorias urbanas fossem realizados por meio de um processo de participação democrática. Isso iria fortalecer a economia do Rio e melhorar sua infraestrutura, assim como reduziria a desigualdade e daria força para a população negra, ainda marginalizada na cidade”.

 

 

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