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Ricardo Mansur é condenado a 11 anos de prisão por gestão fraudulenta

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Condenação foi anunciada pela 6ª Vara Criminal Federal em São Paulo.
Defesa do ex-dono do Mappin diz que irá recorrer da decisão.

A Justiça Federal condenou o empresário Ricardo Mansur, ex-dono da varejista Mappin, em dois processos criminais a uma pena total de 11 anos e meio de prisão por gestão fraudulenta da Mappin Previdência Privada (MPP) e do Banco Crefisul.

As sentenças foram proferidas pelo juiz Marcelo Costenaro Cavali, da 6ª Vara Criminal Federal em São Paulo.

Mansur poderá apelar em liberdade. O advogado Marcelo Rocha Leal Gomes, que defende Mansur, disse ao G1 que irá recorrer tanto no caso da Crefisul quanto do Mappin Previdência.

“Eu já apresentei a apelação do Mappin Previdência Privada e assim que a sentença do banco Crefisul for publicada vou entrar com recurso também. O prazo é de cinco dias a partir da publicação”, afirmou o advogado.

De acordo com Leal Gomes, a MPP era uma empresa independente, que não fazia parte da Mappin loja de departamentos da qual Mansur era um dos sócios. “Ele era sócio só da parte do varejo. A Mappin Previdência Privada tinha seus diretores com total autonomia. Ele não tinha nenhum cargo e nenhuma relação com a MPP”, afirmou.

Na sentença, o empresário foi condenado a seis anos de reclusão no processo Mappin e mais 5 anos e 6 meses no processo Crefisul. Nas duas ações ele foi denunciado pela Procuradoria da República por violação ao artigo 4.º da Lei 7492/86 (Lei do Colarinho Branco). No caso do Crefisul, os prejuízos globais a terceiros, segundo apuração do Banco Central (BC), chegam a R$ 407,5 milhões.

Na demanda da MPP, as fraudes atribuídas a Mansur e a outros dois dirigentes, também condenados, teriam ocorrido entre 30 de junho de 1998 e 4 de agosto de 1999, quando foi decretada a liquidação extrajudicial da empresa. Investimentos da MPP excederam os limites do enquadramento legal por cinco anos.

A procuradoria apontou nove operações que caracterizaram concentração ilegal do capital da MPP em companhias de Mansur.

Sobre a condenação referente ao Crefisul, o advogado de defesa diz que Mansur era presidente do conselho do banco e participava apenas das decisões “macro” da empresa, não havendo tomado conhecimento de nenhuma das nove operações ilegais apontadas pela Justiça.

“Até porque não tem como uma pessoa participar da administração do banco, da Mappin Varejo, de tudo isso ativamente. Ele contratava uma diretoria, todos bem remunerados, e confiava nessa diretoria. Por isso ele dava total autonomia a eles”, afirmou.

O criminalista disse ainda que a condenação foi recebida com surpresa tanto pela defesa quanto pelo próprio Mansur, que estava confiante na absolvição. “Sempre acreditamos na sua inocência”.

Ricardo Mansur é pai do empresário e jogador de polo Rico Mansur.
 

 

G1

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