Continua foragida a procuradora aposentada Vera Lúcia de Santana Gomes, que responde por crime hediondo de tortura contra uma menina de dois anos que ele pretendia adotar. Após o juiz Guilherme Schilling Pollo Duarte, da 32ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, decretar, na tarde de quarta-feira, 5, a prisão preventiva de Vera Lúcia, policiais começaram a procurar pela procuradora.
Eles foram até o apartamento dela, em Ipanema, na zona sul do Rio, mas não encontraram ninguém. Durante a noite, o imóvel estava com as luzes apagadas, porém com a janela aberta. A busca continuou em Búzios, região dos Lagos do Rio de Janeiro, onde ela tem uma casa e em outras cidades do Estado. O advogado da procuradora afirmou que ela ainda está no Rio.
Leite disse que, até o final da tarde desta quinta-feira, 6, vai impetrar um habeas corpus no Tribunal de Justiça do Rio para pedir a anulação da decisão de Guilherme Schilling. Segundo o advogado, Schilling não teria competência para mudar um despacho dado por um juiz da sua mesma vara, da mesma instância. Isso caberia a um desembargador, afirmou Leite, que considerou a decisão “antijurídica e inconstitucional”.
Segundo o juiz Guilherme Schilling, na denúncia contra a procuradora, há indícios suficientes de que a ré cometeu mesmo o crime – o que justifica sua prisão. O juiz disse também que a liberdade da procuradora aposentada põe em risco a busca por provas e a garantia da ordem pública. As fotografias da criança ferida, os resultados dos exames que apontaram agressões frequentes e os relatos de testemunhas foram fundamentais para a decisão da justiça.
Num dos depoimentos, uma ex-empregada disse que Vera Lucia bateu com a cabeça da criança numa mesa de mármore. O juiz destacou ainda que outro menor já esteve sob guarda irregular da procuradora e também foi vítima de maus tratos e agressões. As informações são da TV Globo.
Estadão







