O prédio da Companhia Lanifício Alto da Boavista, localizado na favela da Mangueira, na Zona Norte do Rio, foi implodido às 7h deste domingo (24). Desativado há 17 anos, o edifício dará lugar a moradias populares do programa “Minha Casa, Minha Vida”, do governo federal.
Segundo a prefeitura, serão construídos seis blocos com até quatro apartamentos por andar, totalizando 200 imóveis. As moradias serão destinadas a famílias com renda mensal de até R$ 1.600 por mês.
Na operação, foram utilizadas equipes da Defesa Civil; das secretarias municipais de Habitação, de Conservação e de Desenvolvimento Social; da CET-Rio, da subprefeitura do Centro, da Guarda Municipal e do Centro de Operações Rio.
Além das interdições no trânsito e paralisação momentânea da circulação de trens, cerca de 200 famílias tiveram de deixar suas casas na manhã deste domingo durante a implosão, segundo a prefeitura. A medida envolveu imóveis localizados em um raio de 150 metros do prédio a ser implodido. Pessoas com deficiência já cadastradas pelos agentes comunitários de saúde foram auxiliadas na hora de deixarem seus lares.
A quadra da Estação Primeira de Mangueira foi usada como ponto de apoio oficial designado pela prefeitura. Foram usadas ainda tendas da própria Defesa Civil posicionadas na Rua Visconde de Niterói fora da área de segurança máxima.
Mudanças no trânsito
Desde as 5h30, estão interditadas a rua Visconde de Niterói, no trecho entre o Viaduto Agenor de Oliveira Cartola e a Avenida Bartolomeu de Gusmão, e a Avenida Bartolomeu de Gusmão, no trecho entre a Rua Visconde de Niterói e o Viaduto Oduvaldo Cozzi.
De acordo com a prefeitura, painéis de mensagens variáveis e controladores de tráfego ajudarão a orientar os motoristas.
G1
