A Petrobras garantiu neste sábado que cumpre o contrato de compra de gás natural boliviano e que não recebeu nenhum questionamento “formal” sobre uma suposta violação do acordo.

Na quinta-feira, a Bolívia informou que teve de reduzir a produção de gás natural por causa de descumprimento do Brasil, que reduziu a demanda em um terço.

“A Petrobras está cumprindo rigorosamente com o acordo comercial e não recebeu da YPFB nenhum questionamento formal sobre o mencionado descumprimento do contrato de compra e venda de gás natural celebrado entre a Petrobras e a YPFB”, informou a estatal brasileira em comunicado à imprensa.

No começo deste ano, o Brasil reduziu de 31 milhões para 19 milhões de metros cúbicos diários (mcd) de gás o volume que importa do produto da Bolívia, por causa de consumo local menor.

Apesar disso, após isso o Brasil acertou com a Bolívia importar 24 milhões de metros cúbicos diários.

Segundo a YPFB, atualmente o Brasil demanda 20 milhões de metros cúbicos por dia, o que significa “uma redução de um terço”.

“Ficou estabelecido neste contrato a obrigação de pagamento mensal por um volume mínimo de 19,25 milhões de mcd e de um volume médio mínimo de 24,06 milhões de mcd no final do ano”, afirmou a Petrobras.

“Desde 2005, a Petrobras vem importando um volume médio mensal superior a 19,25 milhões de metros cúbicos diários”, acrescentou a empresa.

A companhia informou ainda que vai elevar o consumo de gás boliviano depois do fim da temporada de chuvas.

“A Petrobras informa que prevê consumo de volumes maiores de gás natural da Bolívia a partir das próximas semanas, por conta do início do período seco no país, ocasião em que cresce a geração de energia elétrica por parte das termoelétricas que utilizam gás natural”, informou a Petrobras.

“Essa tendência aumentará a importação de gás boliviano por parte da Petrobras a níveis provavelmente superiores a 24 milhões de mcd ao longo do ano”, acrescentou a estatal.

As exportações de gás da Bolívia dependem em grande parte dos envios de gás natural ao Brasil. Em 1999, ambos os governos assinaram contrato de fornecimento de gás por um prazo de 20 anos.

Depois da Venezuela, a Bolívia possui a segunda maior reserva de gás da região, com uma produção diária que supera os 42 milhões de mcd.

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