Paraibana é vítima de assédio sexual e xenofobia na Globo, revela revista

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Em texto publicado na última sexta-feira (19), a Revista Piauí revelou o processo de uma engenheira paraibana que trabalhava no setor técnico da Globo e foi assediada por quatro colegas. De acordo com a revista, como consequência dos abusos que teria sofrido, Esmeralda (nome fictício dado pela Revista), desenvolveu síndrome do pânico e depressão.

A Piauí afirma que Esmeralda sofreu violência sexual e moral, além de discriminação por ser paraibana. A notícia gerou um protesto silencioso na emissora nesta segunda-feira (22).

“Vieram os xingamentos xenofóbicos. Zombava do seu sotaque e vivia falando “mainha”, “painho” e “oxente”. “Ele dizia para eu voltar para a Paraíba em um pau de arara”, conta. Nesse clima, Esmeralda começou a adoecer. Teve cefaleia, ansiedade, insônia, alteração intestinal e urinária. “Cheguei a marcar uma reunião com meu supervisor para dizer que o clima estava insustentável.” Mas nada mudou.”

Ainda de acordo com a publicação, um colega de trabalho da paraibana teria calado sua boca com a mão e tentado estuprá-la em uma sala na sede da Globo, em São Paulo. A Piauí revela ainda que os acusados pela funcionária ainda atuam na empresa.

A reportagem publicada acrescenta ainda que, mesmo com um diagnóstico de depressão e síndrome de burnout, a paraibana resistiu em mover uma ação trabalhista contra a emissora e os agressores na delegacia por medo de procurar a Justiça e não acreditarem nela.

Confira matéria da Revista Piauí na íntegra:
A Globo e o assédio sexual

Porém, “em julho de 2021, ajuizou uma ação contra a Globo na Comarca de Campina Grande, na Paraíba. Não protocolou em São Paulo, local dos fatos alegados, porque precisaria se submeter a diversos laudos médicos e facilitaria estar perto da casa dos pais. Havia também outro ponto. Como a ação se ancorava na xenofobia, a Justiça local talvez se sensibilizasse mais com seu pleito”, diz o texto.

Protesto na emissora:

Com a divulgação do processo, apresentadoras como Ana Maria Braga, Patrícia Poeta, entre outros, além de funcionários da emissora, vestiram verde, em alusão à ‘Esmeralda’, em um protesto silencioso contra casos de assédio moral e sexual na emissora.

 

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