O rio Mundaú, em Alagoas, vai transbordar novamente em dez anos, afirma o professor Valmir Alburquerque Pedrosa, doutorado em Recursos Hidrídicos pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e professor da Ufal (Universidade Federal de Alagoas). Para ele, o clima e a geografia compõem um ciclo que propicia a formação de grandes chuvas.
– Há uma chance de 1% por ano de isso [a quantidade de chuvas registrada nos últimos dias] acontecer. Teoricamente, esse nível de chuva só aconteceria em cem anos, mas no Estado pode se perceber um padrão de dez em dez anos.
O biólogo Mario Moscateli, professor de gerenciamento de ecossistemas da UniverCidade (Centro Universitário da Cidade do Rio de Janeiro), diz que essas chances tendem a aumentar com as mudanças climáticas. Ele já vê como uma realidade o acontecimento mais constante de eventos climáticos extremos. Para ele, cabe ao poder público levar isso em consideração.
Pedrosa coloca as enchentes dos últimos dias entre as grandes tragédias do Estado, que se deram nos anos de 1969, 1988, 1989 e 2000. Nesta última, morreram 36 pessoas e cerca 70 mil ficaram desabrigados, de acordo com ele.
As enchentes de 1969 foram as que mais mataram, fazendo cerca de mil vítimas. Segundo o professor, o volume de chuva foi similar à que atingiu o Estado nos últimos dias. Porém, como nos anos 60 a chuva começou de madrugada, acabou pegando a população desprevenida.
R7
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