Por Eliabe Castor
Foto: MATEUS BONOMI / ESTADÃO CONTEÚDO

A Paraíba parou. O Brasil está em silêncio. O País do Carnaval emudeceu. Está recolhido nas residências daqueles que têm amor à vida. Prepara-se para 2022 um período momesco com gosto de gás.

Mas atenção! A folia dos que amam a “Festa da Carne” só será possível caso as políticas públicas endereçadas para o combate à Covid-19 estejam com o bloco na rua de forma impecável.

Todo o processo de vacinação e logística deverá ter êxito a fim de contemplar os brasileiros de um Brasil convalescente. Um país esquartejado por uma polarização maluca que envolve a direita, centro, esquerda, extrema-direita e por novas “nomenclaturas” políticas que surgem a cada dia sobre um trio elétrico desgovernado.

Mesmo havendo a ineficiência estampada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e sua equipe de ministros e auxiliares apinhados de pierrôs, colombinas e arlequins que expressam o mais completo descaso à pandemia, o Brasil é forte o suficiente para aguentar os solavancos de carros alegóricos conduzido por um déspota.

Mas não é só Bolsonaro e seu séquito que pode sabotar a vida dos brasileiros e seus carnavais. O próprio povo de um país que se mantém “deitado em berço esplêndido” deve acordar.

Os fura-filas da vacina, por exemplo, precisam responder por grave crime. Medidas e decisões políticas sejam votadas e voltadas buscando o bem-estar da população.

Congresso, Assembleias Legislativas, Câmaras Municipais, Prefeituras e Governos dos Estados devem resistir ao negacionismo vindo da nave chamada Palácio do Planalto, pois somos humanos, seres desta Terra, não alienígenas insensíveis.

Não é momento para uma divisão. Um cisma entre as forças políticas contrárias ao extremismo desumano de um falso “Messias” e sua bandinha de frevo desafinada.

Tudo que já foi escrito, falado, pensado por outros milhões de brasileiros que entendem a gravidade que não reside, apenas, em um carnaval “desfeito” precisa ser levado a sério.

Pois não havendo consenso dos líderes políticos que se contrapõem a Bolsonaro, acredite: não haverá Baile Perfumado no próximo ano. O atual Governo Federal até encomendou confetes e serpentinas para uma possível vitória no pleito de 2022. É preciso pensar não apenas no carnaval, mas na vida como um todo. É hora de união!

Por Eliabe Castor