Ela já é uma senhora, e vaga no espaço infinito há 4,5 bilhões de anos. Os gregos antigos a chamavam de Gaia. A Mãe-Terra. Foi por muito tempo considerada pela humanidade como plana, uma entidade divina para os povos pagãos. Em 1492, acreditou-se que a esfericidade da Terra havia sido demonstrada por Colombo, embora a hipótese fosse discutida séculos antes.

E a senhora nossa Mãe-Terra passou por inúmeras modificações, variações climáticas, colisões das placas tectônicas, modificações no relevo etc. Foi ela o ventre dos primeiros seres unicelulares, incubadora de imensos e minúsculos animais já extintos. Desenvolveu uma flora magnífica. E tudo relativizado pelo “dedo de Deus”. Sim, o seu dedo, não importando o que essa linda divindade chamada vida signifique para cada um dos 7,7 bilhões de habitantes residentes no globo que um dia pensou-se ser amparado por Atlas.

E assim estamos nós, seres humanos, nessa biosfera democrática e gigantesca, que vai do macro ao micro, numa simbiose perfeita, embora estando ela sendo vilipendiada por nós, humanos. O que pode parecer uma contradição, pois somos nós, homo sapiens, os mais evoluídos dentre as espécies que habitam Gaia.

Se partirmos para as comparações com outros seres, constataremos que não somos os que mais correm, não somos os que melhor nadam, não somos os que melhor enxergam ou ouvem, não saltamos melhor, não somos os mais fortes, não voamos e muito menos somos os que vivem mais.

Mas porque então somos os mais evoluídos? Todos os seres não podem prescindir do sistema funcional. O ser humano tem algo mais, somos racionais.

No entanto somos os únicos que matamos por matar – somos vingativos, infiéis e desleais, mentimos e enganamos os outros deliberadamente. Poluímos o planeta, deflagramos guerras, queimamos nossa flora, aniquilamos nossa fauna, abrimos buracos na camada de ozônio, criamos armas de destruição em massa.

O ser humano é o próprio “Armageddon”, mas também está nas mãos dele; mm nossas mãos, salvar o planeta com atos pacíficos, encontrar novas fórmulas de vacinas para proteger-nos das epidemias, promover a diplomacia, sorrir, pensar e interagir com o próximo.

Sim, somos os únicos nesse belo planeta. Nesse pontinho azul no espaço, capazes de destruir ou preservar nossa casa. A decisão é inteiramente nossa, pois temos um fuzil numa mão, e uma flor na outra. Sejamos humanos, enquanto temos a capacidade de salvar nossos irmãos seres. Todos eles!

Eliabe Castor
PB Agora

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