2019! O ano tem sido trágico e talvez, um dos mais chocantes da história da humanidade. Muita dor, desespero e sofrimento. No ar, no mar, na terra e florestas podemos identificar as marcas de tragédias que nos faz crê que estamos diante do “Apocalipse”. Lágrimas e sofrimentos. Histórias de vida marcadas por perdas irreparáveis. Mortes pré maturas. Sonhos interrompidos. E famílias inteiras esfaceladas. Como explicar tantos desastres em tão pouco tempo que enlutaram o Brasil e o mundo? E aqui não foi retratar os conflitos políticos, as brigas de ego, as crises econômicas que mudam o humor do mercado, e os ataques de mentes insanas que saíram atirando para todo lado e matando quem aparecesse pela frente ou estivesse ao alcance das armas.

As mudanças de época, as vicissitudes do tempo, o advento da modernidade e os avanços dos recursos tecnológicos, tornaram urgentes ações para vencermos os desafios da nova era. E, prevenir tantos desastres.

O rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), que deixou mais de 160 mortos; o fatídico incêndio no Centro de Treinamento do Flamengo e que interrompeu de forma prematura os sonhos de 10 jovens; as inundações que causaram estragos e mortes no Rio de Janeiro, e o recente incêndio de grandes proporções no Hospital Badim, no Rio de Janeiro que deixou 14 mortos, causaram toda uma onda de comoção nacional.

No espaço, os desastres se multiplicam no decorrer desse tempo, numa espécie de “revolução das máquinas”. Quem não lembra do fatídico acidente aéreo no sul de Sergipe que interrompeu a vida do nosso Gabriel Diniz no melhor momento de sua vida? E o que dizer do inacreditável acidente aéreo que ceifou a vida do jornalista Ricardo Boechat, um dos mais brilhantes e inteligentes jornalistas brasileiros que nasceu na Argentina mais escolheu esse país para morar e fazer carreira. E teve mais. O Avião que transportava o jogador argentino Emiliano Sala desaparece próximo ao Canal da Mancha, e os destroços foram encontrados dias depois.

Fogo, água, ar e lama! Os elementos da natureza que geram vida, ajudaram a matar muitas vidas. Por falta de ar, muitos morreram sufocados no incêndio no Hospital Badim. Por conta das enxurradas, chuvas torrenciais e inundações, outros morreram no Rio de Janeiro e São Paulo. Um pouco mais distante, um Ciclone matou 30 pessoas em Moçambique e deixou rastro de destruição.

Definitivamente, a natureza nunca esteve tão descontrolada, E os próprios ambientalistas reconhecem que os intempéries climáticos, são reações da natureza as ações devastadoras do homem, que há muito tempo não vive em harmonia com o planeta terra.

Na terra, as marcas da destruição estão em toda parte. Até a nossa Amazônia, pulmão do mundo está em chamas. O fogo que matou pacientes no hospital do Rio, e tirou a vida de 10 adolescentes no CT do Flamengo, é o mesmo que se alastrou pela nossa floresta e a deixou em cinzas. As queimadas que tem devastado nossas matas e florestas, nunca estiveram tanto em evidencia, o que compromete o ecossistema.

No Brasil e no mundo de 2019 não basta o acaso, os acidentes e os incidentes, e guerra polícia versus bandido contra o tráfico de drogas . Os desastres já mataram mais de 400 brasileiros este ano. Vidas ceifadas.

Em tempos difíceis, turbulentos e de acontecimentos inesperados, precisamos repensar o valor da vida e valorizarmos cada momento, convictos de que a vida é uma dádiva de Deus, e que a morte nunca fez parte dos planos do Criador. Independente do credo, precisamos apostar na vida, como fez Jesus Cristo, “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância”, (João 10,10).

Vida em plenitude é o sonho de Deus. Para Ele todos vivem. Mais precisamos ter a consciência de que somos apena um sopro de vida. Uma luz em meio a um redemoinho que a qualquer momento pode se apagar. Inesperadamente! Por isso, qualquer descuido pode ser fatal e subitamente, mudar o rumo da história de muita gente.

Sem dúvida, algumas das tragédias ocorridos nesse ano, poderiam ter sido evitados. É verdade que não temos e nunca teremos o controle sobre as leis que regem a física, mas alguns dos desastres naturais que sacudiram o nosso País nesses dias conturbados, são sim, consequência da ação egoística do homem na busca insaciável por riquezas e poder. E essa busca insana, termina gerando tragédias como a de Brumadinho. E catástrofes como a de Moçambique.

Em um mundo secularizado, é preciso confiar e esperar em Deus, ma também fazer a sua parte. Desentalar-se. Sair do comodismo e da zona de conforto. Não resta dúvida, que amor de Deus, é infinito, inexplicável e imenso e seus desígnios insondáveis.

“Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam” (1Corintios 2,9).

Embora doloridas, as tragédias de 2019, nos ensina a viver melhor; cultivar mais o amor, exercitar a solidariedade, e deixar florescer em nossos corações, a fé e a esperança de que as tempestades passarão. Deus não está dormindo. Naquela noite turbulenta, os discípulos entraram em desespero, e temeram afundar com a agitação do mar. Deitado na barca, Jesus se levantou e com uma simples Palavra, acalmou a ondas. E a calmaria reinou.

“E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas”. Apocalipse 21:4

Que nossas preces subam como perfume agradável ao Senhor. Aliás, foi Paulo que disse que precisamos exalar o agradável perfume de Cristo. “Na oração encontramos o bálsamo para suportar todas as vicissitudes que se apresentem em nosso caminho.”

Severino Lopes

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