Certa vez, Nietzsche disse: “se você olhar por muito tempo para um abismo, o abismo também olha para você”. Faz muito tempo que os ministros do STF olham para o abismo do poder absoluto, das relações políticas escusas e da falta de uma postura republicana. Chamam de “corporativismo” o abismo moral que o STF está lançado!
Diante da escandalosa relação do ministro Toffoli com o caso do banco Master, o ministro Fachin chamou uma reunião para blindar o STF. Agora, veja o que o portal Poder 360 revelou da conversa entre os ministros:
1) Oito ministros ficaram ao lado de Toffoli! Os dois indicados de Bolsonaro – os ministros André Mendonça e Nunes Marques – ficaram ao lado de Toffoli. E se juntaram aos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Gilmar Mendes, Luiz Fux, além do próprio Toffoli. Absurdo moral não tem lado político!
2) A ministra Cármen Lúcia defendeu que o ministro Toffoli deixasse a relatoria para blindar o STF, mas disse que confiava em Toffoli. O ministro Fux acrescentou: “O ministro Toffoli para mim tem fé pública. Meu voto é a favor dele. Acabou”.
3) O ministro Nunes Marques disse que fazer uma sessão para analisar a arguição de suspeição seria “incabível”. O ministro André Mendonça acrescentou: “a palavra do ministro Toffoli tem fé pública” e “a questão de eventos, se for considerada, todos nós somos suspeitos de tudo”.
Por fim, o ministro Toffoli resolveu sair da relatoria do caso, não por consciência, não por oposição da maioria, não por uma questão moral, mas para diminuir a fervura. Então, os ministros concordaram em soltar uma vergonhosa nota de apoio a Toffoli!
Essa conversa pouco republicana não é um problema de “corporativismo”. Na verdade, o abismo moral olhou para os ministros e os arrebatou.








