Menos de um mês após o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, defender a edição de um novo AI-5, o ministro da Economia, Paulo Guedes, retomou a ideia. O economista citou o mecanismo autoritário usado na ditadura militar ao comentar a convulsão social e institucional em países da América Latina, em entrevista coletiva em Washington (EUA), nesta segunda-feira (25).

“Sejam responsáveis, pratiquem a democracia. Ou democracia é só quando o seu lado ganha? Quando o outro lado ganha, com dez meses você já chama todo mundo para quebrar a rua? Que responsabilidade é essa? Não se assustem então se alguém pedir o AI-5. Já não aconteceu uma vez? Ou foi diferente? Levando o povo para a rua para quebrar tudo. Isso é estúpido, é burro, não está à altura da nossa tradição democrática”, disse Guedes a jornalistas.

O ato institucional número cinco foi o decreto que inaugurou o tempo mais sombrio da ditadura militar brasileira, assinado em 1968. Em 12 artigos, o ato ampliou os poderes e o autoritarismo do presidente. Deu entre outros, o poder de fechar o Congresso Nacional, o que foi feito; de cassar direitos políticos por 10 anos de qualquer pessoa e confiscar bens.

Em entrevista à jornalista Leda Nagle, em outubro, Eduardo Bolsonaro defendeu o uso da medida autoritária como resposta a eventuais protestos da oposição. “Se a esquerda radicalizar a esse ponto, a gente vai precisar ter uma resposta. E uma resposta pode ser via um novo AI-5, pode ser via uma legislação aprovada através de um plebiscito como ocorreu na Itália”, disse, à época.

 

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