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Mulheres negras são alvo de explosões e tiros em Brasília

Barulhos de bombas e tiros acabaram com a Marcha das Mulheres Negras, no início da tarde desta quarta-feira, na Esplanada dos Ministérios. Cerca de 10 mil pessoas participam do ato, que incluiu uma caminhada entre o Ginásio Nilson Nelson e o Museu da República, ao lado da Catedral de Brasília.

A Divisão de Comunicação (Divicom) da Polícia Civil informou que um policial militar reformado é suspeito de ter dado quatro disparos para o alto. A Polícia Militar, contudo, afirmou tratar-se de um policial civil. Seria o mesmo preso durante manifestações de estudantes em 13 de novembro, na Esplanada dos Ministérios, por estar armado.

O suspeito participa do acampamento em favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Informações preliminares dão conta de que o homem foi encaminhado para a 5ª Delegacia de Polícia (Área Central).

Um servidor público, que não quis se identificar, revelou que manifestantes de um acampamento em favor da intervenção militar lançaram rojões na Esplanada, o que causou pânico entre as manifestantes.

A reportagem do Correio estava no local, quando policiais militares fizeram um cordão de isolamento em frente ao Congresso Nacional e a confusão começou no gramado. Pessoas começaram a correr e mulheres pediram calma.

A deputada federal Érika Kokay (PT-DF), integrante da Comissão de Direitos Humanos, estava presente no ato. Em uma rede social, ela relata os momentos de pânico na Esplanada dos Ministérios e expõe fotos de mulheres do movimento ao chão. Há ainda fotos da prisão do suspeito e de uma das balas encontradas no local.

Marcha
É a primeira vez que a marcha nacional acontece no Distrito Federal. O objetivo é reunir o máximo de organizações de mulheres negras, assim como outras entidades do movimento negro e mobilizar essas pessoas em homenagem aos ancestrais e em defesa da cidadania plena das negras brasileiras. Em 20 de novembro se comemora o Dia Nacional da Consciência Negra.

 

 

 

Diário de Pernambuco

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