Por pbagora.com.br

A mulher de João de Deus, Ana Keyla Teixeira, de 40 anos, disse à Polícia Civil, nesta quarta-feira (26), que não acredita nas denúncias de abuso sexual contra o marido. Durante mais de 4 horas, ela também contou sobre o relacionamento e que desconhecia as armas e dinheiro encontrados na casa da família, em Abadiânia. Preso em Goiás, o médium de 77 anos nega ter cometido os crimes.

“Ela disse que nunca viu nada, não acredita nas denúncias, que João tem feito um trabalho importante e, se soubesse dos abusos, não aceitaria. Ela entende que as denúncias são caluniosas”, disse ao G1 o advogado Alex Araújo Neder, que a acompanhou.

A esposa do médium foi ouvida na Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA), em Goiânia, pelas delegadas Paula Meotti e Karla Fernandes e pela psicóloga Aliciana Oliveira de Freitas. Elas integram a força-tarefa que apura as denúncias contra João de Deus e já o indiciou por violação sexual mediante fraude.

O depoimento durou quase 4 horas, pois começou às 14h e terminou pouco antes das 17h30. A corporação avalia se ela responderá como co-autora dos crimes ou só como testemunha.

Ana Keyla contou que conheceu o médium aos 10 anos de idade, quando foi à Casa Dom Inácio de Loyola, onde o marido atende, com a mãe. No entanto, ela só começou a se relacionar com João de Deus aos 20 anos e, há 18, iniciaram uma união estável. Eles têm uma filha de 3 anos de idade.

“Ela foi muito discreta não declinou como iniciou o relacionamento, mas disse que o coração dela palpitou muito desde a primeira vez que o viu”, detalhou a delegada Karla Fernandes.

Ainda de acordo com a delegada, a mulher não deu detalhes de como o relacionamento começou. “Ela tem um fascínio, uma admiração muito grande por ele. Ela não diz ter sido vitimada por ele de nenhuma forma”, explicou a delegada Paula Meotti.

A psicóloga avaliou que, à semelhança das mulheres que acusam o médium de abuso sexual, a esposa dele é 35 anos mais nova. Apesar disso, ela não identificou vestígios de que o relacionamento dos dois pudesse ser abusivo ou que ele fosse agressivo com ela.

 

G1
Foto: Marcelo Camargo / Agencia Brasil

 


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