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Movimento quer energia de graça

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As tecnologias livres vão além dos programas de código aberto, e no Fórum Internacional Software Livre, realizado até sábado em Porto Alegre, outras iniciativas têm espaço. É o caso dos experimentos do engenheiro metalúrgico Thomas Soares, que abordam a questão da energia livre.

O conceito parte da ideia de independência energética, explica Soares. “É a ideia de cada um ser dono do seu próprio gerador de energia, como no software livre, cada um é dono do próprio software”, compara. Além do investimento inicial no equipamento, não seria necessário pagar uma conta, a energia seria grátis.

Soares trabalha com bobinas eletromagnéticas, que teriam capacidade para alimentar uma casa inteira, dispondo algumas baterias para o armazenamento e distribuição. “Mas ainda é preciso aprimorar a tecnologia para que ela seja realmente potente”, argumenta. É em busca de apoio para esse desenvolvimento que ele trouxe os experimentos para o fisl.

 

O engenheiro conta que tentou financiamento do governo para transformar a pesquisa que desenvolve “no quintal” em um estudo maior, mas não conseguiu. “Demanda tempo e esforço para que isso seja aprimorado.” No Brasil, ele diz que ainda não há ninguém debruçado sobre a tecnologia em questão, mas no exterior há órgãos que a pesquisam.

Segundo Soares, são os interesses econômicos que impedem o que ele chama de “revolução energética”. Isso porque, se cada casa ou condomínio tivesse sua forma independente de gerar energia, não seria mais necessário ter uma companhia elétrica para esse trabalho e para a distribuição – daí o paralelo com as empresas de software fechado.

“Se houver um apagão, e vai haver, minha família continua tendo energia”, reforça o pesquisador. Na casa em que mora em Porto Alegre, ele tem aquecimento solar da água, placas fotovoltaicas e um cata-vento. “Não me preocupo com quando vou ter o retorno desse investimento, mas com a minha independência energética”, afirma.

 

De acordo com o engenheiro, o sistema de bobinas custaria menos de R$ 10 mil para implantar em uma casa, sendo cerca de R$ 4 mil em baterias e R$ 2 mil em um gerador potente. A manutenção maior seria das baterias, que têm tempo de vida útil – mas que, segundo Soares, duram cerca de dez vezes mais quando carregadas por pulso, como no sistema de bobinas.

 

 

Terra

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