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Ministro da Fazenda Guido Mantega reduz de novo projeção para crescimento

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O ministro Guido Mantega (Fazenda) voltou ontem a diminuir sua projeção de crescimento do Brasil em 2012.
 
 

Se há uma semana ele reduziu sua previsão de 4,5% para 4%, ontem Mantega declarou à agência de notícias Reuters que a expansão do PIB deve ficar entre 3% e 4%.
 
 

Assim, a projeção da Fazenda se aproximou um pouco mais da do mercado. O Banco Central divulgou ontem que a estimativa mediana dos economistas caiu pela terceira semana seguida, chegando a 2,99%. É a primeira vez que fica abaixo de 3%.
 
 

A piora das projeções reflete um começo de ano ruim para a indústria, os investimentos e o consumo de veículos. O próprio Mantega soltou ontem uma previsão muito fraca para o primeiro trimestre.
 
 

À Reuters, o ministro disse que o país cresceu de 0,3% a 0,5% entre janeiro e março, projeção até mais pessimista que as do mercado, que giram entre 0,4% e 0,7%. O dado oficial do IBGE sai sexta.
 
 

Os primeiros indicadores de abril também vieram muito fracos, o que levou o o governo a anunciar mais medidas de estímulo na semana passada, desonerando o crédito e a indústria automotiva.
 
 

Mas analistas dizem que as medidas terão pouco impacto porque muitas pessoas já compraram automóveis nos últimos anos e muitas famílias estão endividadas.
 
 

“O primeiro trimestre foi decepcionante e o segundo está pior que o primeiro”, afirma Monica de Bolle, sócia da Galanto Consultoria.
 
 

A fraca retomada da economia no início de 2012 e o agravamento da crise europeia reforçaram as apostas de que o BC fará novos cortes na taxa básica de juros (Selic).
 
 

O Copom (Comitê de Política Monetária do BC) começa hoje uma reunião de dois dias para avaliar a atividade econômica. A expectativa predominante é de que o BC fará amanhã o sétimo corte seguido da Selic, reduzindo-a de 9% para 8,5% ao ano, menor patamar histórico.
 
 

Mais um corte de meio ponto é esperado para julho, com a Selic fechando o ano a 8%. Mas muitos não descartam cortes mais agressivos, nem que taxa caia abaixo de 8%.
 
 

Embora acredite que o corte de meio ponto é o mais provável, o economista-chefe do banco Credit Suisse, Nilson Teixeira, diz que a elevada incerteza global e uma perspectiva melhor para a inflação podem levar o BC a reduzir a Selic para 8,25% já amanhã.
 
 

Devido ao corte do IPI de automóveis, Teixeira reduziu sua estimativa de inflação neste ano de 5% para 4,8%.
 
 

Além disso, ele afirma que a possível diminuição dos impostos que incidem sobre a energia elétrica podem baixar a pressão sobre os preços.
 
 

Se isso ocorrer, pode ser que o BC não precise elevar a taxa de juros em 2013, acredita o economista chefe do Bradesco, Octavio de Barros.
 

 

 

FOLHA 

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