Uma adolescente comum, de família humilde, realizando o sonho de ser… cantora de funk. Ela superou o preconceito e, com a ajuda dos pais, está prestes a gravar seu primeiro CD. A história da personagem Sol do Recanto, interpretada por Carol Macedo na novela “Fina Estampa”, é muito parecida com a da curitibana Mayara Juliana de Souza, 18 anos, ou MC Mayara, como é conhecida.
“Eu não acompanho a novela, mas assisti ao capítulo em que o pai da Solange destruiu um show dela. Essa é a diferença entre nós duas: eu tenho o apoio do meu pai”, conta a funkeira teen com um olhar de satisfação. Recentemente, Mayara largou o Ensino Médio com consentimento da família para se dedicar exclusivamente à música.
A estudante começou gravando vídeos caseiros em uma máquina digital, mas hoje produz os clipes com mais recursos, a ajuda de um empresário e até contrato assinado.
O clipe da música “Ai Como Eu Tô Bandida”, gravado no Parque Barigüi, cartão-postal de Curitiba, já contabiliza 700 mil acessos no YouTube. Mas de “bandida”, Mayara não tem nada: na vida real, ela é das mais tímidas.
Veja o vídeo
Na mira do Conselho Tutelar
Filha do pintor Josué e da diarista Maria Juliana, Mayara ensaia num quarto de quinze metros quadrados, onde divide uma cama de casal com a irmã Fernanda, 15. No guarda-roupa, um espelho, que serve para avaliar o rebolado e o posicionamento de palco. Na parede, um mural de fotos dela, da irmã e do caçula Cauã, 7.
Nesse mesmo cômodo, Mayara trabalha em busca do sucesso e o desejo de acabar com o preconceito contra o funk. Recentemente, a jovem enfrentou um problema que foi parar na justiça: a desconfiança de que é menor de idade.
“As pessoas acham que eu tenho 13 anos. Não vou parar porque outras pessoas me dizem isso. Eu faço o que eu quero, afinal de contas sou maior de idade”, conta.
O duplo sentido nas músicas, como na faixa “Minha Primeira Vez”, onde Mayara fala sobre sua primeira vez na balada, rendeu a ela uma passagem pelo Ministério Público do Paraná. Após 28 denúncias de abuso e exploração sexual, seu empresário Alexandre Alves foi convocado para uma audiência com o Conselho Tutelar.
O responsável por sua carreira teve de explicar que, apesar da aparência, Mayara tem sim mais de 18 anos. “A música da Mayara não tem apologia ao sexo e ao crime. No máximo, o duplo sentido. Cheguei no Conselho Tutelar, mostrei a carteira de identidade da Mayara e fui embora”, conta com naturalidade o empresário carioca.
As características de Mayara estão bem longe das “popozudas” e “cachorras” do funk carioca. Ela diz que se encaixa perfeitamente no eletrofunk, uma variação que mistura a batidas eletrônicas com uma pegada nas rimas do morro. “Minhas músicas brincam com situações de duplo sentido, mas não têm letras pesadas, é diferente. O eletrofunk é muito mais light”, compara.
Mayara encara o preconceito de frente e demonstra pretensões de fazer sucesso até fora do Brasil. O primeiro passo ela vai dar nesta sexta-feira (16), em Ponta Grossa-PR, o primeiro show de sua vida como cantora de funk. Ela havia participado de apresentações anteriormente, mas apenas como convidada. Desta vez, Mayara é uma das atrações principais.
“Com o dinheiro do cachê, vou comprar um notebook e outras coisas que sirvam para a minha carreira. Pretendo também tirar minha habilitação para dirigir e investir num carro”, conta. Outros shows já estão marcados em seis estados brasileiros – Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Ceará. Os empresários da MC ainda negociam agenda na Europa.
“Temos a reserva de algumas datas para Portugal e Suíça”, revela Alexandre Alves. A agenda de shows impressiona a adolescente, que nunca nem saiu do Paraná: “Estou muito ansiosa. Me pergunto qual vai ser a minha reação ao ver o público cantando as minhas músicas.”
Esse sucesso faz com que Mayara esteja bem perto de realizar o grande sonho da vida: lançar seu primeiro CD. Sete músicas foram gravadas. Outras sete serão nos próximos dias. A expectativa dela é lançar o álbum até o fim de abril.
IG
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