A força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro prendeu, na manhã desta segunda-feira (1°), o procurador do estado Renan Saad.
Saad é suspeito de receber R$ 1,265 milhão em pagamentos da Odebrecht relacionados a obras do metrô do Rio. Saad foi preso em casa, em São Conrado, Zona Sul.
A TV Globo apurou que, segundo afirma um acordo de leniência, o procurador recebeu propina em troca de parecer sobre a Linha 4 do metrô do Rio – uma das mais lucrativas para a organização criminosa chefiada pelo ex-governador Sérgio Cabral.
A força-tarefa afirma que, somente da Odebrecht, o governo do RJ recebeu R$ 59,2 milhões em propinas relativas à expansão do metrô.
A Linha 4 do metrô liga a Zona Sul à Barra, na Zona Oeste, e foi entregue para os Jogos Olímpicos de 2016.
O G1 tenta contato com a defesa de Renan Saad.
Expansão e propina
De acordo com a investigação, os pareceres emitidos pelo procurador foram “fundamentais” para a viabilização das obras do sistema metroviário.
Os pagamentos foram operacionalizados por meio do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, sistema usado pela empreiteira para repassar propinas a políticos.
Os repasses a Gordinho, como Saad era identificado no sistema, ocorreram entre 2010 e 2014, segundo aponta a força-tarefa. Um desses pagamentos, de R$ 100 mil, foi entregue no escritório de advocacia do procurador.
Outra investigação relacionada ao caso apura se mudanças na obra do metrô causaram prejuízos aos cofres públicos.
G1
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