Por pbagora.com.br

As taxas de inadimplência apresentaram desaceleração em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo pesquisa da Serasa Experian. O Indicador de Inadimplência de Pessoa Física teve alta de 8,9% em abril de 2009, na comparação com o mesmo mês do ano passado.

O estudo mostra que, em março, o indicador havia subido 16,6% frente aos dados do ano anterior. No acumulado dos quatro primeiros meses de 2009, a taxa de inadimplência do consumidor avançou 10,8%.

A Serasa aponta para a queda no ritmo de calotes no ano. Entre abril e março deste ano, o indicador apontou uma queda de 9,5% na inadimplência das pessoas físicas –o maior recuo registrado desde junho de 2006.

Os especialistas atribuem a queda ao maior número de feriados em abril (foram 20 dias úteis no mês passado, contra 22 em março) e ao fim do período de maiores despesas para o consumidor, como IPTU, IPVA e despesas escolares.

Desemprego

Para os analistas, o principal fato que ainda pressiona a inadimplência é o desemprego. Pesquisa realizada em abril pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostrou que o aumento do desemprego se intensificou em março, principalmente na indústria.

O resultado é que, pela primeira vez desde setembro de 2007, o contingente de desempregados ultrapassou 2 milhões de trabalhadores nas seis regiões metropolitanas pesquisadas –São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre.

“O maior endividamento de parte da população, sobretudo no longo prazo, e a utilização intensiva do cheque especial e do rotativo do cartão de crédito também criam problemas no equilíbrio do orçamento doméstico”, informa a instituição, por meio de nota.

O ranking da inadimplência das pessoas físicas foi liderado pelas dívidas com os bancos (43,5%), seguido de cartões de crédito e financeiras (37,1%), cheques devolvidos (17,5%) e títulos protestados (1,9%).

Associação comercial

A ACSP (Associação Comercial de São Paulo) aponta para a mesma trajetória de queda na inadimplência. O número de acessos ao SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito) do país apresentou queda em abril.

Na comparação entre abril de 2009 e o mesmo mês do ano passado, a queda foi de 18%. Entre o mês passado e março deste ano, o número de consultas caiu 9,5%.

Para a ACSP, a queda acentuada “decorre do excesso de feriados no mês”. “Esses dados mostram uma queda no crédito não deverão interferir na confiança e capacidade do empresário brasileiro para enfrentar os problemas deste momento”, afirmou Alencar Burti, presidente da associação.

 

 

 

Folha

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