O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou na tarde desta sexta-feira (19) ter errado nos resultados da Pnad-2013 (Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios), divulgados ontem (18). “Queremos pedir desculpa a toda sociedade brasileira”, afirmou Wasmália Bivar, presidente do IBGE.
Os erros nos cálculos do crescimento populacional de sete Estados brasileiros, com mais de uma região metropolitana, acabaram influenciando na medição nacional. O equívoco afetou diversos índices divulgados, como analfabetismo e o índice de Gini, que calcula o nível de desigualdade.
O índice da desigualdade recuou em 2013 para 0,495 ante 0,496 em 2012. Na quinta-feira, o IBGE tinha informado que o índice tinha subido para 0,498. Pelos critérios do indicador, quanto mais perto de zero menor é a desigualdade de um país. “Houve uma desconcentração, reduziu a desigualdade”, disse Cimar Azeredo, coordenador da pesquisa.
Já a estimativa da renda do trabalho teve uma alta menor do que a apresentada na primeira versão e reestimada de 5,7% para 3,8%. O renda média, portanto, mudou de R$ 1.681 para R$ 1.651. A taxa de desemprego não sofreu alteração e ficou em 6,5% no ano passado –acima do 6,1% de 2012.
Erro no Ipea
Em 27 de março deste ano, o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), órgão do governo federal, reconheceu a existência de um erro na divulgação de uma pesquisa sobre estupro. O estudo do órgão apontava que 65% dos brasileiros achavam que uma mulher com roupa curta merecia ser atacada. Os dados provocaram espanto e geraram protestos contra a violência de gênero.
Uma semana depois, o órgão anunciou que os dados da pesquisa estavam equivocados. Na verdade, 26% dos entrevistadores, e não 65%, achavam que mulheres com roupas curtas mereciam ser violentadas. O episódio resultou na queda da cúpula do Ipea.
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