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Gravações mostram milícia do RJ negociando armas com traficantes

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Gravações mostram milícia do RJ negociando armas com traficantes

Grupo vendia fuzis e munição para tráfico do Alemão. Operação prendeu dois vereadores de Duque de Caxias.
 

O grupo de milicianos preso na manhã desta terça-feira (21) em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, negociava armas com traficantes do Conjunto de Favelas do Alemão, na Penha, no subúrbio do Rio. A operação, que visa cumprir 34 mandados de prisão já prendeu 20 pessoas. Entre elas, dois vereadores, policiais militares, ex-PMs, um sargento do Exército e um fuzileiro naval.

“Fui no Complexo do Alemão. Aí eu fui, mas não deu certo, para pegar um dinheiro lá. O dono de lá não estava”, diz um homem numa das gravações feitas pela polícia com autorização da Justiça. Em outro trecho, o suspeito fala sobre a venda de armas na região: “É o dono mesmo do tráfico. A polícia vendeu munição e fuzil”. As vozes, segundo a polícia, são de integrantes da quadrilha.

“Estávamos acompanhando um volume enorme de homicídios na região. O Ministério Público já tinha percebido essa articulação na área e começamos uma investigação”, contou o delegado da Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Draco), que afirma que esta não foi a primeira vez que a polícia vê indícios de uma parceria criminosa em traficantes e milicianos.

Organização da quadrilha
Segundo a polícia, a quadrilha é chefiada por um dos vereadores presos. Ele estava em casa, quando os agentes chegaram. O filho dele, um policial militar recém-formado, também foi preso no local.

Em Gramacho, também em Caxias, os agentes na casa de outro filho do vereador, também preso na ação. De acordo com as investigações, o outro político também tinha posição de chefia na organização criminosa, que, de acordo com a polícia, é a milícia mais antiga da região e atua em oito bairros da cidade.

Além da venda de armas, o grupo é acusado de homicídios, torturas, ameaças, exploração de moradores e de sinais clandestinos de internet e TV a cabo. Os acusados negam os crimes. “É muito comum que eles não confessem. São pessoas bem instruídas, policiais, parlamentares…”, explica o delegado Alexandre Capote, que também participou da ação.

 

G1

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