Conhecidos rostos da televisão da última década, com participações em programas de auditório e em reality shows, os gêmeos Flávio e Gustavo recentemente deixaram de lado a exposição na mídia para uma nova aposta de vida, dentro do esporte. Os modelos mineiros treinam há oito meses em São Paulo e estão próximos da estreia como atletas do fisiculturismo.
Aos 33 anos, os irmãos trabalham com o técnico Roberto Bueno e planejam a mudança para os Estados Unidos, onde esperam se inserir no mercado local dos atletas de model muscle fitness, categoria em que os competidores privilegiam a simetria de corpo ao excesso de músculos, na comparação com a imagem mais comum na visão leiga sobre o fisiculturismo.
“Meu corpo já mudou muito. Pensei que no fisiculturismo tivesse que ir ao extremo, que talvez não fosse capaz. Mas vi que é possível fazer o esporte de uma maneira mais atleta, mais saudável. E o Roberto me apresentou uma categoria que eu não imaginava que existisse”, afirma Flávio, que assegura não enfrentar sacrifícios alimentares. “Não quero ficar bombadão”, emenda, na conclusão sobre o processo de construção de seu novo corpo.
A intenção dos irmãos é oficializar em breve a mudança da base de vida e treinos para Miami, onde esperam convencer também o técnico a seguir no mesmo comboio brasileiro.
“Estou trabalhando para chegar num nível de competir nos torneios lá fora. Nos Estados Unidos o atleta é mais valorizado, com todo o universo do body fitness, mercado de revistas, suplementos, aparelhos. Aqui no Brasil existe muito preconceito”, diz Flávio.
O projeto esboçado pelo técnico Roberto Bueno prevê que os gêmeos disputem um torneio de fisiculturismo de Las Vegas já em março. O evento em questão é organizado pela Musclemania, entidade independente das similares mais conhecidas deste esporte, como Nabba e IFBB.
FLÁVIO DIZ TER USADO ESPORTE CONTRA A SÍNDROME DO PÂNICO
A reportagem do UOL Esporte conheceu a nova realidade de vida dos gêmeos da TV em conversa com Flávio Mendonça em uma academia de São Paulo, no mesmo dia em que o irmão Gustavo resolvia problemas particulares em Florianópolis. No papo, o gêmeo confidenciou um recente êxito em um problema pessoal.
Para Flávio, a opção pelo esporte serviu também como alternativa em uma batalha de cinco anos contra a síndrome do pânico. O novo atleta revela que se deixou entrar em um ambiente sufocante de auto cobrança, principalmente em razão das exigências bem particulares do universo do entretenimento.
“Enfrentei a síndrome do pânico por cinco anos. Me sentia inseguro, oscilando. Aí consegui entrar num treinamento sério, a longo prazo, e finalmente reverter esse quadro. A endorfina que a adrenalina de treinamento libera ajuda muito na cura”, declarou.
Flávio diz que deixou de conviver no mundo de festas e badalação do entretenimento para entrar num caminho de vida mais ligado ao esporte. O gêmeo diz ter feito poucos amigos no meio artístico e que já imaginava que a presença neste ambiente de exposição tinha hora certa para acabar.
“Foi depois da fama [síndrome do pânico]. Eu me cobrava demais, ficava muito ansioso com a questão do trabalho. Ia correr e sentia que poderia sofrer um infarto. Fui muito feliz [no meio artístico], mas já deu. Foi bom pra caramba, mas eu sou realista. Existe mais coisa na vida do que fama e glamour”, diz Flávio.
UOL
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