O arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, voltou a afirmar neste sábado que os excomungados no caso do aborto da menina de nove anos –a mãe e os médicos que realizaram o procedimento–, ocorrido na quarta-feira, podem deixar essa condição após se arrependerem e serem absolvidos em confissão.

O religioso fez a declaração depois da missa de abertura da Campanha da Fraternidade, na Basílica do Carmo, em Recife (PE), que foi celebrada pelo presidente da regional da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), dom Antônio Muniz, arcebispo de Maceió, pela manhã.

De acordo com dom José, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que declarou ontem em Vitória (ES) lamentar o posicionamento “conservador” do religioso, deveria procurar assessoria teológica para falar com mais propriedade sobre o tema.

Ontem, dom José declarou à reportagem que o aborto é mais grave que o estupro, e por isso a Igreja Católica condena o primeiro caso com a excomunhão automática.

Após a missa, cerca de 300 pessoas seguiram em passeata pelas ruas do centro pela abertura da campanha da CNBB, que tem como tema este ano “A Paz é Fruto da Justiça”.

A menina de nove anos, que estava com cerca de quatro meses de gravidez de gêmeos, está em um abrigo em local não divulgado com a mãe. O padrasto dela confessou na semana passada ter abusado sexualmente da menina e da irmã dela, de 14 anos, havia cerca de três anos, em Alagoinha (230 km de Recife). Ele está preso desde o dia 27 em Pesqueira, cidade vizinha ao município.

 

PB Agora

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