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Evento em Câmara de Vereadores acaba em strip tease no Pará

Um congresso de cabeleireiros, ocorrido em 19 de abril deste ano, no plenário da Câmara de Vereadores de Redenção, município no sul do Pará, acabou em danças em traje sensual, com direito a strip tease.

 

 

“Aqui é lugar de leis, é um lugar de responsabilidade”, diz uma funcionária da Câmara. Nas ruas de Redenção não se fala em outra coisa. Os moradores estão perplexos e principalmente, envergonhados. “Strip que fizeram na Casa, ai senhor, é horrível demais. A Casa de vereadores do município, o presidente autorizar uma coisa dessas, é horrível”, diz um morador.

As bandeiras do estado do Pará, do Brasil e do município estavam estendidas quando começou a brincadeira. No local, música e dançarinos com trajes sensuais. Algumas mulheres foram convidadas a participar, com os olhos vendados e um gole de uma bebida misteriosa.

A reportagem do Fantástico localizou no interior do Tocantins a mulher que apresentou o evento. “Aquilo era brincadeira. Aquilo dentro de lá era suco de pêssego. As meninas que estavam lá, tudo preparado, era brincadeira. Isso em evento de beleza sempre tem. Nem sabia que numa Câmara não podia ficar sem camisa”, disse ela, confirmando que o evento era para promover cosméticos.

 

Sindicância

O pedido para usar o plenário foi feito por uma cabeleireira, dona de um salão da cidade. A mulher não quis gravar entrevista. O documento foi assinado pelo secretário executivo da Câmara de Vereadores de Redenção, com autorização do presidente Alexandre Junior Rodrigues (PP). Ele não estava na cidade no dia da gravação da reportagem.

Segundo o presidente em exercício, João Lúcio (PPS), uma sindicância foi aberta para apurar o caso. “Nós vamos pedir na Justiça para que ela esclareça, porque quando ela solicitou não estava previsto esses excessos que prejudicaram a imagem da instituição”, disse João Lúcio.

“O que aconteceu na Câmara Municipal de Redenção é proibido pela Constituição Federal. A Constituição não permite que se use bem público que não seja para finalidade de bem público. Então o que aconteceu na Câmara de Redenção, além de imoral, é passível de punição”, explicou a presidente da OAB-PA.

G1

 

 

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