Foto: Mariana Campos/CB/D.A Press
A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, divulgou uma nota pública esclarecendo os termos do contrato firmado entre o Barci de Moraes Sociedade de Advogados e o Banco Master. O acordo, assinado em 2024, previa pagamentos que poderiam somar cerca de R$ 129 milhões ao longo de três anos e tornou-se alvo de questionamentos após a divulgação de mensagens e documentos ligados às investigações sobre a instituição financeira.
Segundo o comunicado, o contrato envolvia consultoria jurídica e regulatória, com foco em análise de normas financeiras, revisão de políticas internas e elaboração de pareceres técnicos. O escritório afirma que os serviços foram prestados até novembro de 2025, quando o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do banco.
De acordo com a nota, a equipe produziu 36 pareceres jurídicos e participou de 94 reuniões de trabalho com executivos da instituição, a maioria presencial, envolvendo áreas de compliance e governança corporativa. Os trabalhos abrangeram temas como contratos, previdência, relações trabalhistas, proteção de dados, crédito e regulação financeira.
O escritório destacou ainda que contou com cerca de 15 advogados e apoio de três escritórios especializados para atividades específicas. A nota reforça que não houve atuação em processos do Banco Master no STF, limitando-se à consultoria e à produção de pareceres internos.
A manifestação ocorre após a divulgação de mensagens encontradas no celular do empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, apreendido pela Polícia Federal. Parte das conversas mencionava contatos com autoridades e encontros com integrantes dos Três Poderes.
O ministro Alexandre de Moraes afirmou, em nota, que não recebeu as mensagens atribuídas a Vorcaro em 2025 e negou qualquer diálogo com o empresário sobre os conteúdos investigados.
O Banco Master tornou-se alvo de apurações por suspeitas de irregularidades financeiras e operações sem lastro envolvendo títulos de crédito. A instituição foi liquidada pelo Banco Central no fim de 2025, em meio às investigações conduzidas pela Polícia Federal.
Confira a nota na íntegra:
O escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados esclarece que foi contratado, no período entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, pelo cliente Banco Master, para o qual realizou ampla consultoria e atuação jurídica, por meio de uma equipe composta por 15 (quinze) advogados. Para a realização dos serviços, também contratou outros três escritórios especializados em consultoria, que ficaram sob sua coordenação.
As duas equipes jurídicas responsáveis pela consultoria e atuação jurídicas, entre o início do contrato, em 2024, e a liquidação extrajudicial do banco, em novembro de 2025, com o consequente encerramento contratual, realizaram:
I.1) 79 (setenta e nove) reuniõespresenciais na sede do Banco Master, todas com duração aproximada de 3 (três) horas, entre o banco, por meio de suas superintendências de Compliance e Corporativa e gerência de Compliance, e a equipe jurídica do escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, para análise de documentos, discussão dos problemas jurídicos e desenvolvimento do objeto do contrato;
I.2) 13 (treze) reuniões com a presidência da instituição e a equipe jurídica, sendo 2 (duas) presenciais na sede do escritório e 11 por videoconferência, com duração aproximada de 2 (duas) horas;
I.3) 2 (duas) reuniões por videoconferência entre o jurídico do Banco Master e a equipe jurídica do escritório Barci de Moraes, com duração aproximada de 2 (duas) horas.
O escritório esclarece ainda que nunca conduziu nenhuma causa para o Banco Master no âmbito do STF (Supremo Tribunal Federal).
O Barci de Moraes Sociedade de Advogados tem uma trajetória de quase duas décadas prestando serviços altamente qualificados para grandes clientes, unindo visão jurídica e abordagem estratégica.
PB Agora
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