No Brasil tem dias bons e dias ruins. E tem Dias Toffoli! Ontem, a Polícia Federal divulgou que o nome de Toffoli foi citado em conversas do celular de Daniel Vorcaro, dono do Master. Toffoli reagiu e mandou a PF enviar ao STF dados de todos os celulares apreendidos e periciados no caso.
Toffoli é o ministro cujo codinome usado por Marcelo Odebrecht era “o amigo do amigo de meu pai”. À época das revelações, ministros censuraram a revista Crusoé e criaram o inquérito mais absurdo do STF: aquele das fake news. Um inquérito criado para proteger Toffoli poderia causar o bem?
Anos depois, o nome de Toffoli reaparece em investigações. E ele continua como relator do caso Master! Ora, ora. Toffoli viajou de jatinho com o advogado do Master; determinou que a investigação envolvendo Vorcaro fosse submetida a ele; e mantém a investigação em sigilo.
Enquanto isso, mensagens entre Vorcaro e seu cunhado comprovam pagamentos de fundos ligados ao Master a uma empresa que tem Toffoli entre os sócios. O PGR Paulo Gonet assiste. E Fachin marcou uma reunião com ministros.
No Brasil tem muitos dias, mas apenas um Dias Toffoli. Não importa o quanto ele se esforce, ele continua lá, no mesmo lugar, com mais poderes e sem qualquer ameaça real de destituição. A pauta principal das eleições ao Senado em 2026 tem que ser apenas uma: eleger o máximo de senadores comprometidos com impeachment de alguns ministros do STF.
Anderson Paz
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