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Destaque no O Agente Secreto,  e com mais de 2 mil aparelhos na Paraíba, orelhões serão retirados das ruas de todo o Brasil

Foto: divulgação Agente Secreto

Em um tempo da história, eles eram disputados. Indispensáveis para encurtar distância. Uma das raras formas de comunicação.  Para fazer uso, era preciso comprar a ficha telefônica. Depois com a modernização, o uso do cartão, virou “febre. Com os orelhões em formato “oval” era possível ligar e conversar por mais tempo para lugares distantes. Filas eram formadas em volta do aparelho, geralmente instalados em praças,próximo de abrigos e pontos comerciais. Hoje eles estão solidários. Abandonados. Obsoletos. Quase ninguém usa.

Destaque no filme “O Agente Secreto”, vencedor de dois Globo de Ouro, é cotado para ser o representante do Brasil no Óscar 2026, os orelhões, estão prestes a desaparecer de vez.

O ano de 2026 marca o fim de uma era no Brasil. Os orelhões, os famosos telefones públicos que chegaram a ser um símbolo nacional, começaram a ser retirados definitivamente das ruas de todo o Brasil em janeiro. Atualmente ainda existem mais de 2,4 mil orelhões  na Paraíba.

Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), 38 mil aparelhos ainda permanecem no território nacional.

Quase indispensáveis no passado, os orelhões se tornaram praticamente obsoletos com a popularização dos celulares. A retirada começa agora porque, no ano passado, acabaram as concessões do serviço de telefonia fixa das cinco empresas responsáveis pelos aparelhos.

 Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas

Por muito tempo os orelhões foram essenciais para a comunicação dos brasileiros, especialmente entre os anos 1970 e o começo dos anos 2000, quando ainda não existia o telefone celular.

Facilitavam contatos urgentes, ajudavam a construir histórias, serviam como ponto de encontro e, muitas vezes, eram o único meio de falar com alguém fora de casa. Foi ali, ao ouvir o clássico “chamada a cobrar”, que muita gente esperava ansiosa até cair a ficha — literalmente — para completar a ligação.

Recentemente, a cabine telefônica voltou a ganhar evidência entre as gerações mais jovens ao aparecer no cartaz do filme O Agente Secreto, vencedor do Globo de Ouro e indicado pelo Brasil ao Oscar 2026.

Um elemento comum a muitos brasileiros ajudou a recriar o cenário da década de 1970  e se tornou um dos símbolos da produção.

Na imagem, Marcelo, personagem vivido por Wagner Moura, surge dentro da cabine oval segurando um telefone público.

Essa icônica cabine telefônica em formato de ovo, que chegou a ter mais de 50 mil unidades espalhadas pelo país, foi projetada por uma arquiteta que nasceu na China, mas viveu a maior parte da vida no Brasil: Chu Ming Silveira.

O orelhão surgiu em 1971, criado pela arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveira. Inicialmente eles tinham outros nomes, como Chu I e Tulipa.

Cabines telefônicas existiam em outros países, mas a criação da arquiteta, enquanto trabalhava em uma companhia telefônica, se tornou icônica pelo seu design, reproduzido em outros países como Peru, Angola, Moçambique e China.

Severino Lopes

PB Agora

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