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Deputado quer convocação de paraibano dono da Pixbet para depor na CPMI do INSS sobre esquema de fraudes

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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes em descontos indevidos sobre benefícios previdenciários aprovou requerimento para convocar o empresário paraibano Ernildo Júnior, dono da casa de apostas Pixbet e cofundador da fintech XBank Digital, dissolvida em 2025. A iniciativa, apresentada pelo deputado Kim Kataguiri (União-SP), busca esclarecer o papel do empresário em um suposto esquema de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial ligado ao desvio de recursos do INSS.

Segundo o requerimento, Ernildo Júnior teria atuado como elo entre o sistema de apostas online e uma rede empresarial de fachada, por meio da XBank Digital, criada em 2023 e dissolvida dois anos depois. A fintech teria sido usada como estrutura paralela para movimentações financeiras suspeitas, envolvendo personagens já citados em outras investigações, como Nelson Wilians, Fernando Cavalcanti e Maurício Camisotti, este último apontado como beneficiário direto do esquema de descontos indevidos a aposentados.

Ainda conforme o requerimento, uma reportagem do Estadão aponta que o capital social do XBank saltou de R$ 500 para R$ 5 milhões em apenas três meses, levantando suspeitas sobre a origem dos recursos. Além disso, há indícios de remessas ilegais de valores ao exterior, sem registro de câmbio, por meio da Pixbet e empresas ligadas a familiares de Ernildo Júnior.

A Polícia Federal da Paraíba já investigava Ernildo Júnior desde 2022 por evasão de divisas, operação irregular de instituição financeira e lavagem de dinheiro. A Justiça Federal autorizou a quebra de sigilos bancários e fiscais de 17 pessoas, incluindo a irmã e o sobrinho do empresário, além de empresas de fachada supostamente criadas para mascarar negócios jurídicos e sonegar tributos.

A convocação de Ernildo Júnior como testemunha tem como objetivo esclarecer cinco pontos principais:

O papel da XBank nas transações entre os envolvidos no esquema;

A origem dos recursos que financiaram o aumento de capital da fintech;

Possíveis remessas ilegais de valores ao exterior;

Relações comerciais entre os principais nomes citados;

O uso da Pixbet como suposto veículo de lavagem de dinheiro e financiamento político, especialmente em campanhas municipais na Paraíba em 2024.

O advogado Nelson Wilians, citado como subscritor da XBank e defensor de Ernildo, negou qualquer irregularidade e afirmou que, após três anos de investigação, não houve indiciamento formal contra seu cliente.

A convocação ainda depende de aprovação da comissão.

Confira o requerimento na íntegra:

PB Agora

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