Roberto Rainha, advogado e irmão de José Rainha Jr., não quer que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, julgue os processos em que estejam envolvidos membros do MST. Segundo informações publicadas neste sábado pelo jornal Folha de S.Paulo, ele justifica sua posição dizendo que Mendes teria chamado de ilegais as invasões de terra em Pernambuco e no Pontal do Paranapanema, no último Carnaval.

Essas declarações, segundo Rainha, demonstram que “o ministro tem uma opinião formada sobre o movimento social”. “Imaginemos que um dia chegue às mãos do ministro uma disputa entre o MST e a UDR, representando os fazendeiros, você acha que ele teria imparcialidade para julgar?”, disse o advogado à Folha. Ele também citou a tentativa de anulação do processo que condenou Rainha Jr. por porte ilegal de armas, em 2003.

Para o advogado, o líder do MST não teve amplo direito à defesa. “O ministro não reconheceu o recurso. Entramos com um agravo interno, que também foi rejeitado. Agora esperamos a decisão ser publicada, para entrar com novo recurso”, afirmou ao jornal. Rainha Jr. foi condenado a dois anos e oito meses, segundo a Folha. No início de fevereiro os advogados pediram uma redução de pena, mas ainda não obtiveram resposta.
Redação Terra

 

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