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Corpo de coronel é velado no RJ

O corpo do coronel reformado do Exército Paulo Malhães, encontrado morto na sexta-feira (25), será velado a partir das 12h deste sábado (26) no Cemitério de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, segundo informações da funerária que cuida dos trâmites do sepultamento. O enterro está marcado para às 15h.
O coronel, conhecido por sua atuação na repressão política durante a ditadura militar, foi morto dentro de casa, no bairro Ipiranga, na área rural de Nova Iguaçu.

Segundo a Divisão de Homicídios da Baixada, a casa de Malhães, de 76 anos foi invadida por volta das 13h de quinta (24). Segundo sua mulher, Cristina Batista Malhães, ela e o caseiro foram feitos reféns até as 22h.
Ainda de acordo com a viúva, que prestou depoimento, pelo menos três homens participaram da ação, um deles com o rosto coberto. Os criminosos mantiveram as vítimas em cômodos separados e fugiram levando armas que o oficial colecionava e dois computadores.
Segundo policiais, os peritos não encontraram marcas de tiros no local, mas a hipótese de que ele tenha sido baleado não foi descartada. Os agentes buscam imagens de câmeras de segurança que possam auxiliar na identificação da autoria do crime.

O crime ocorreu cerca de um mês depois de o militar ter admitido na Comissão Nacional da Verdade que participou de torturas e desaparecimentos durante a ditadura, inclusive o do ex-deputado Rubens Paiva.

O local não tem câmeras de segurança, de acordo com o delegado Fábio Salvadoretti, que investiga o caso. A mulher e o caseiro não conseguiram reconhecer os criminosos, mas afirmam não ter sofrido violência física. O corpo de Paulo Malhães fora levado para o Instituto Médico-Legal (IML) de Nova Iguaçu.

 A causas da morte do coronel reformado do Exército Paulo Malhães, encontrado morto em seu sítio nesta sexta-feira, foram edema pulmonar, isquemia de miocárdio e miocardiopatia hipertrófica, segundo a Guia de Sepultamento do militar, obtida com exclusividade pelo GLOBO. O documento é necessário para realizar o enterro.
Consultado pelo GLOBO, o perito criminal e médico legista Nelson Massini, com base nas informações do texto, aponta que o militar possivelmente teve um infarto por causa do que ocorria no momento da morte.

De acordo com o especialista, os dados da guia indicam que o óbito não foi ocasionado por algum tipo de violência, como asfixia, uma das possibilidades investigadas pela polícia. As hipóteses levantadas são latrocínio (roubo seguido de morte), vingança pessoal ou queima de arquivo.

Malhães tomou os noticiários ao contar como funcionava o centro de tortura clandestino da ditadura em Petrópolis. Ele também revelou o destino do corpo do ex-deputado Rubens Paiva. O militar teve atuação de destaque na repressão política durante a ditadura e, no mês passado, em depoimento à Comissão Nacional da Verdade (CNV), assumiu ter participado de torturas, mortes e desaparecimentos de presos políticos.
— Edema pulmonar e isquemia de miocárdio provavelmente é infarto. Ele deve ter infartado com a história toda. Deve ter ficado nervoso e sofrido muito na hora, causando uma insuficiência cardíaca — explicou o especialista.

G1

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