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COP30 começa hoje em meio a progressos, obstáculos e alerta da ONU

O futuro do planeta em discussão. Após uma série de eventos preparatórios, a 30ª Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre mudanças climáticas, a COP30, começa, oficialmente, nesta segunda-feira (10) em Belém, reunindo representantes de vários países e organizações não governamentais (ONG) 10 anos após o Acordo de Paris, em 2015, na COP21, que tinha como objetivo limitar o aquecimento do planeta em 1,5°C. A COP se estende até o dia 21 novembro.

A capital paraense, com isso, tem a responsabilidade de sediar o maior evento climático do planeta em meio às notícias de tragédias ambientais recentes, como o tornado no Paraná e as chuvas no Sul do país.

E, ao mesmo tempo, o Brasil ainda terá o constrangimento de ter autorizado a exploração de petróleo na Margem Equatorial, na contramão da agenda de transição energética e do “mapa do caminho” para reduzir a dependência dos combustíveis fósseis, defendido pelos organizadores da Conferência.

Apesar de saldos positivos classificados pelo governo como as sinalizações de interesse por parte de mais de 50 países pelo fundo das florestas, o TFFF na sigla em inglês, a COP segue com desafios latentes que permeiam as três décadas de conferências climáticas e as metas estabelecidas pelo Acordo de Paris, em 2015.

Passados todos estes anos desde o primeiro encontro – Berlim, 1995 -, as emissões de gases de efeito estufa aumentaram em um terço; o consumo de combustível fóssil continua a aumentar; e as temperaturas globais estão a caminho de ultrapassar os limites que têm sido alertados pelo cientistas, com efeitos significativos ao planeta.

Na última terça-feira (4), um relatório divulgado pela ONU alertou que as emissões globais de carbono permanecem muito altas para impedir o aquecimento global.

De acordo com o PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), o mundo caminha para um aquecimento extremo de 2,3 a 2,5°C, número distante do que foi estabelecido como meta pelo Acordo de Paris, em 2015, de impedir que o aquecimento ultrapasse 1,5 grau Celsius.

O World Resources Institute, um grupo de pesquisa e defesa do clima, afirmou em um relatório de outubro que as metas governamentais de redução das emissões de gases de efeito estufa para 2035 continuam insuficientes para evitar que as temperaturas globais subam mais de 1,5°C acima da era pré-industrial.

As temperaturas globais ultrapassaram a marca de 1,5°C em alguns anos, sendo que 2023 e 2024 estão entre os mais quentes já registrados, embora a média móvel de 30 anos — a referência usada pelo acordo de Paris — ainda esteja abaixo desse nível.

Entre a última quinta (06) e a sexta-feira (07), ocorreu em Belém a Cúpula de Líderes, um dos eventos pré-COP mais importantes e que trouxe sinalizações sobre o tom que será adotado ao longo da conferência.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, trouxe a questão do multilateralismo como elemento de um de seus discursos. Segundo ele, não existe solução para o planeta fora do âmbito das ações conjuntas entre os países. “A Terra é única. A humanidade é uma só. A resposta tem de vir de todos, para todos.”

A abertura

Lula participará, hoje, da cerimônia de abertura, que será conduzida pelo secretário-executivo de Mudanças Climáticas da ONU, Simon Sitell. Ontem, Sitell fez um alerta sobre a urgência de ações para mitigar os danos climáticos pelo mundo, como eventos recentes que vão desde o Furacão Melissa, no Mar do Caribe, passando por tufões no Vietnã e nas Filipinas, até o tornado no Paraná, no fim de semana. Nesse sentido, reforçou que as ações precisarão mostrar que “estão totalmente comprometidas com a cooperação climática”.

O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, na décima carta convocatória para os representantes internacionais divulgada, ontem, clamou por avanços ambiciosos na Conferência.

“Estamos quase lá, enquanto a ambição global finalmente começa a curvar a trajetória das emissões e a transição climática se torna uma tendência irreversível”, escreveu.

Redação

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